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Regionalzão – Maior portal do interior de Minas > Notícias > Poder > CPI da Saúde nem foi arquivada e já provoca novo pedido em Uberlândia
Poder

CPI da Saúde nem foi arquivada e já provoca novo pedido em Uberlândia

Novo pedido surge antes do arquivamento e expõe articulação, manobras regimentais e jogo de forças na Câmara.

Adelino Júnior
Por
Adelino Júnior
Publicado 11 de fevereiro de 2026, 6:00
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A CPI da Saúde em Uberlândia ainda nem foi oficialmente arquivada, mas já produziu um novo movimento político dentro da Câmara Municipal. Antes mesmo da decisão final sobre o pedido atualmente em tramitação, vereadores articularam um novo requerimento para investigar suspeitas de irregularidades na Secretaria Municipal de Saúde, reacendendo bastidores e expondo uma disputa que vai além do aspecto técnico.

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O novo pedido foi protocolado na sexta-feira (6) pelo vereador Prof. Conrado Augusto (MDB) e tem como foco a apuração de um suposto desvio de R$ 6,5 milhões no programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Desta vez, o requerimento apresenta objeto curto, delimitado e construído após consulta prévia positiva junto à Procuradoria da Câmara.

Quatro tentativas e um mesmo tema

O tema não é novo no Legislativo. Os dois primeiros pedidos de CPI sobre a Saúde foram apresentados pelo vereador Adriano Zago, mas não alcançaram o número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento. Apenas seis vereadores subscreveram os requerimentos, o que inviabilizou a instalação.

Na terceira tentativa, o cenário mudou. Com a assinatura da vereadora Janaína Guimarães como nona subscrição, a CPI chegou a ser instalada. No entanto, o entendimento jurídico apontou que o objeto da comissão era amplo demais, sem delimitação clara do fato determinado. A tendência é que essa CPI seja arquivada na próxima reunião.

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“O problema não foi político, foi técnico. O objeto estava muito aberto”, resumiu à Coluna Poder uma fonte com trânsito na Mesa Diretora.

Objeto enxuto e blindagem jurídica

O quarto pedido nasce justamente para corrigir essa falha. O novo requerimento restringe a investigação aos fatos relacionados ao TFD, com base na Tomada de Contas Especial da Secretaria Municipal de Saúde e em portaria específica que trata do programa.

Além disso, o texto cita de forma expressa o valor estimado do suposto prejuízo aos cofres públicos e delimita o período e os atos a serem apurados, afastando o principal argumento jurídico que levou à contestação da CPI anterior.

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“Foi um pedido construído já com a Procuradoria, para não dar margem a questionamento formal”, afirmou o vereador Prof. Conrado Augusto.

O peso das nove assinaturas

Mesmo travado, o novo pedido deixou um recado importante. Em menos de seis horas, o requerimento reuniu nove assinaturas — número considerado estratégico dentro da Câmara.

Assinam o pedido:

  • Prof. Conrado Augusto
  • Abatênio Marquez
  • Janaína Guimarães
  • Prof. Ronaldo Ferreira
  • Amanda Gondim
  • Adriano Zago
  • Dr. Igino
  • Fabão
  • Gláucia da Saúde

A composição chama atenção por reunir vereadores da oposição, independentes e também teoricamente da base do governo, indicando que o movimento extrapola alinhamentos tradicionais.

Entre as assinaturas, a presença da vereadora Gláucia da Saúde é considerada sensível nos bastidores, por se tratar de um nome diretamente associado às políticas públicas da área.

“Para o bom entendedor da política, nove assinaturas são chave para muita coisa”, avaliou Conrado.

Mais do que viabilizar uma CPI, esse número funciona como termômetro de força e sinaliza que o tema não está encerrado.

Bastidores em ebulição

A CPI da Saúde pode até não sair do papel neste momento, mas o movimento já produziu efeitos. Houve exposição pública, desconforto interno e uma mudança clara no clima político dentro da Câmara.

E, em Uberlândia, quando a política começa a se mover antes mesmo do fato formal, dificilmente é por acaso.

Um homem vestindo um terno preto, discursando em uma bancada, algumas pessoas ao fundo.
Foto: Alice Rezende

Esse conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

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