O pré-candidato ao Governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo, afirmou que a educação mineira apresenta hoje indicadores de aprendizagem piores do que os registrados há duas décadas. A avaliação foi feita durante entrevista ao Poder Entrevista, do Regionalzão.
Professor universitário, Azevedo disse que o debate educacional em Minas ficou restrito ao volume de recursos investidos e à infraestrutura física das escolas, deixando de lado o ponto central: o aprendizado dos alunos.
“Todo mundo fala quanto foi investido, quantas escolas foram reformadas, quantos computadores foram comprados. Mas ninguém quer discutir aprendizagem”, afirmou.
Matemática e leitura em queda
Segundo o pré-candidato, os dados de desempenho em matemática e leitura indicam retrocesso. “Hoje, os indicadores de aprendizagem em matemática são piores do que eram há 20 anos”, disse.
Ele ressaltou que sair do ensino médio sem domínio básico de leitura, interpretação de texto e raciocínio lógico compromete o futuro dos jovens. “Sem isso, o aluno não consegue emprego, não acompanha o mundo e vira refém de discurso simplório”, avaliou.
Educação além da obra e do orçamento
Durante a entrevista, Gabriel Azevedo destacou que investimento financeiro é necessário, mas insuficiente. Para ele, governos precisam assumir a responsabilidade de medir resultados.
“Educação não é só prédio bonito. É aprender português e matemática. É formar gente capaz de pensar”, afirmou.
Azevedo também criticou a superficialidade com que o tema costuma ser tratado no debate público. “Tem político que prefere vídeo curto e frase de efeito porque explicar educação dá trabalho”, completou.
Formação e experiência pessoal
Ex-aluno de colégio militar, professor de teoria do Estado e ciência política, Gabriel Azevedo afirmou que carrega a educação como eixo central da sua atuação pública.
“Eu levo educação muito a sério. Sem aprendizagem real, o Estado forma gerações frustradas”, disse.
Educação como política de longo prazo
Para o pré-candidato, melhorar a educação exige planejamento contínuo, metas claras e avaliação permanente. Ele defendeu que o tema seja tratado como política de Estado, e não de governo.
“Hospital não se constrói em 30 segundos. Educação também não. Mas sem isso, nada se sustenta”, concluiu.
A entrevista completa com Gabriel Azevedo está disponível nas plataformas do Regionalzão:
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Esse conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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