O pré-candidato ao Governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo, colocou a criação da Região Metropolitana do Triângulo e Alto Paranaíba no centro do seu discurso durante entrevista ao Poder Entrevista, do Regionalzão.
Segundo ele, o Triângulo Mineiro segue sendo tratado de forma periférica pelas sucessivas gestões estaduais, apesar do peso econômico e populacional da região. “O Triângulo tem cerca de 10% da população de Minas e responde por quase 20% do PIB. Não faz sentido continuar sendo governado apenas a partir de Belo Horizonte”, afirmou.
Para Azevedo, a ausência de uma região metropolitana formalizada não é uma falha técnica, mas política. “Isso não exige grandes obras nem bilhões em investimento. Exige decisão e coragem de descentralizar poder”, disse.
Crítica ao modelo concentrado na capital
Durante a entrevista, o pré-candidato criticou o que chamou de “modelo encastelado” de gestão pública em Minas Gerais. Na avaliação dele, prefeitos, vereadores e lideranças regionais acabam reféns de agendas em Belo Horizonte, sem retorno prático.
“Não é razoável que lideranças do interior tenham que atravessar o estado para resolver tudo no Palácio. Isso gera atraso, desgaste e pouco resultado”, avaliou.
Segundo Azevedo, tratar o Triângulo como um bloco único também é um erro histórico. “Uberlândia, Araguari, Frutal e Uberaba têm dinâmicas próprias. Quem olha tudo como uma massa só não conhece a região”.
Impacto direto na vida do cidadão
Ao defender a região metropolitana, Gabriel Azevedo destacou que a medida vai além de um título administrativo. Para ele, a formalização permite integração real de políticas públicas.
“Mobilidade urbana integrada, planejamento conjunto, logística mais eficiente. Quem mora em Araguari e trabalha em Uberlândia já vive isso na prática, mas sem o suporte do Estado”, afirmou.
Ele citou como exemplo a Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde moradores transitam entre cidades com serviços integrados. “A vida do cidadão já é metropolitana. O Estado é que não acompanhou”.
Triângulo como eixo estratégico de Minas
Azevedo reforçou que o Triângulo Mineiro reúne características que exigem tratamento diferenciado: força do agro, presença industrial, comércio ativo e posição logística estratégica.
“É uma região que não pode ser vista só pelos olhos políticos da capital. Quem quer governar Minas precisa entender o interior”, resumiu.
A entrevista completa com Gabriel Azevedo está disponível nas plataformas do Regionalzão:
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Esse conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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