O pré-candidato ao Governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo, afirmou que a política brasileira foi transformada em entretenimento e passou a girar em torno de rótulos ideológicos que pouco contribuem para a solução dos problemas reais da população. A declaração foi feita durante entrevista ao Poder Entrevista, do Regionalzão.
Ao comentar a tentativa constante de classificá-lo como político de esquerda ou de direita, Azevedo foi direto. “Se você colocar duas pessoas numa sala, uma muito de esquerda e outra muito de direita, as duas vão sair achando que eu sou do lado oposto”, afirmou.
Polarização que não resolve problemas
Segundo Gabriel Azevedo, a obsessão por rótulos esvaziou o debate público e passou a atender mais à lógica das redes sociais do que às necessidades do cidadão.
“Inflação não é de esquerda nem de direita. Bala perdida não é ideológica. Buraco em estrada também não”, disse.
Para ele, a política deixou de ser instrumento de solução e passou a funcionar como espetáculo. “Tem gente vivendo de curtida, de vídeo curto, de grito. Isso não constrói hospital, não entrega ferrovia e não melhora a vida de ninguém”, avaliou.
Redes sociais e superficialidade
Durante a entrevista concedida em Uberlândia, o pré-candidato criticou a cultura do engajamento rápido. Segundo ele, explicar políticas públicas exige tempo, estudo e profundidade — algo incompatível com a lógica dos vídeos curtos.
“Eu não consigo explicar um modelo de desenvolvimento em 30 segundos. Política exige reflexão”, afirmou.
Azevedo disse que o excesso de simplificação favorece discursos vazios e impede que a população compreenda temas estruturais como educação, segurança e infraestrutura.
Soluções acima da ideologia
Gabriel Azevedo defendeu que governos devem buscar experiências que funcionam, independentemente do campo político. “Eu quero saber o que dá resultado. O rótulo não paga conta e não salva vida”, resumiu.
Para ele, a insistência na polarização cria um ambiente de conflito permanente que paralisa decisões importantes. “O povo está cansado. O Brasil está cansado”, afirmou.
Um discurso que dialoga com o interior
A fala repercute especialmente no Triângulo Mineiro, região onde a política local também convive com tentativas recorrentes de rotulação ideológica.
“Quem quer melhorar a vida das pessoas precisa parar de brigar por like e começar a resolver problema”, concluiu o pré-candidato.
A entrevista completa com Gabriel Azevedo está disponível nas plataformas do Regionalzão:
📺 YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=NAdCKix4RFI
🎧 Spotify: https://open.spotify.com/show/1sFH0ZXYrgehCcAodlxbGC?si=7bbb7bd8875a4376
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Esse conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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