A Justiça de Uberlândia deferiu o processamento da recuperação judicial do grupo rural ligado ao prefeito Odelmo Leão, com passivo declarado de R$ 345,4 milhões. A decisão, assinada pelo juiz Carlos José Cordeiro, envolve cinco produtores rurais que atuam de forma integrada e compõem o chamado Grupo Leão, com atividades em Minas Gerais e Tocantins.
O pedido inclui Odelmo Leão, Ana Paula Procópio Junqueira, Lucas Borges de Ávila, Luis Renato Leão Carneiro e Maria Hilda Andrade Junqueira Leão Carneiro. Segundo o processo, o grupo enfrenta uma combinação de fatores que pressionaram suas finanças nos últimos anos, como aumento de custos, retração de preços de commodities, juros elevados e impactos climáticos.
A Justiça reconheceu que o centro decisório e administrativo do grupo fica em Uberlândia, onde estão sediadas as operações contábeis e jurídicas. Por isso, o processo tramitará na 2ª Vara Cível da cidade. A decisão também fixou a consolidação processual e substancial entre todos os integrantes, reconhecendo funcionamento conjunto, compartilhamento de máquinas, bens e contas, além de garantias cruzadas.
O pedido de segredo de justiça feito pelos produtores foi negado. O juiz destacou que a legislação de recuperação judicial privilegia a transparência, especialmente em processos que impactam credores e o mercado.
Poucas horas após a decisão se tornar pública, Odelmo Leão divulgou um vídeo nas redes sociais confirmando a recuperação judicial e dizendo que assume integralmente o processo. Ele afirmou que esteve ausente das propriedades por cerca de dez anos devido aos mandatos que exerceu, e que agora retomou a gestão direta das fazendas. “Quero honrar os compromissos com fornecedores e trabalhadores. Estou aqui para recuperar aquilo que é nosso”, disse.
Com o deferimento, ficam suspensas por 180 dias todas as ações e execuções contra os produtores, até que seja apresentado o plano de recuperação. O grupo deverá entregar o documento em até 60 dias, apresentando meios de pagamento, avaliação de bens e projeções financeiras.
A administradora judicial designada é o escritório Paoli Balbino & Balbino, de Belo Horizonte. O processo segue em análise e terá próximas etapas envolvendo apresentação de documentos pendentes, manifestação de credores e avaliação da essencialidade dos bens rurais utilizados pela operação.

Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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Qual o salário do prefeito em 10 anos, pra agora dizer que deve
345 milhões? Há anos existem publicações ligando o ex-prefeito aos irmãos joesley e o aumento exponencial de patrimônio, aliás , basta ver as declarações ao tre para notar saltos. Uma hora, como dizem, a máscara cai. Recuperação de 10 anos “sem cuidar”, só na outra vida.