O deputado federal André Janones decidiu que só vai definir seu novo partido após uma conversa direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A movimentação ocorre em meio à saída já anunciada do Avante e às articulações dentro da base aliada do Palácio do Planalto.
Nos bastidores, Janones avalia que qualquer mudança precisa do aval político de Lula, especialmente diante da possibilidade de filiação ao PT. A expectativa é de que o encontro entre os dois ocorra ainda neste mês.
Além do PT, PDT e Rede Sustentabilidade seguem no radar. Ambas as siglas mantêm interlocução direta com o deputado e contam com o envolvimento de suas lideranças nacionais nas conversas.
As tratativas com o PT, que chegaram a esfriar no fim de 2025, voltaram a ganhar força após sinais positivos de setores da direção nacional da legenda. Para Janones, no entanto, a decisão final passa obrigatoriamente pelo presidente da República.
Mudança de rumo político
A saída do Avante ocorre após o deputado avaliar que o partido passou a adotar um posicionamento mais próximo da direita. Em Minas Gerais, o movimento ficou evidente com a ascensão de quadros ligados ao governo Romeu Zema dentro da legenda.
Interlocutores próximos não descartam que Janones volte a flertar com uma pré-candidatura ao governo de Minas em 2026, repetindo uma estratégia já vista em 2022, quando iniciou a corrida presidencial e, posteriormente, recuou para apoiar Lula.
Janela partidária no radar
Com a janela partidária prevista para março e abril, o cenário tende a se intensificar. A expectativa é de novas trocas de legenda entre deputados federais e estaduais da bancada mineira, ampliando a reconfiguração política no Congresso.
Como o Regionalzão já havia apontado em outras reportagens, Janones não tomaria uma decisão isolada. A definição do novo partido passa menos pela sigla e mais pelo alinhamento direto com Lula e pelo papel que o deputado pretende ocupar no xadrez eleitoral de 2026.

Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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