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Regionalzão – Maior portal do interior de Minas > Notícias > Poder > MP investiga vice de Uberlândia por suposta injúria racial
Poder

MP investiga vice de Uberlândia por suposta injúria racial

Denúncia aponta que Vanderlei Pelizer teria hostilizado criança negra durante evento educacional; manifestante cobra postura.

Adelino Júnior
Por
Adelino Júnior
Publicado 27 de novembro de 2025, 6:01
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou uma Notícia de Fato para investigar o vice-prefeito de Uberlândia, Vanderlei Pelizer. O procedimento apura a suposta prática de injúria racial e conduta incompatível com o cargo ocorrida dentro do Centro Administrativo Virgílio Galassi.

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A decisão foi assinada pelo promotor Moisés Batista Abdala, coordenador das Promotorias de Justiça Criminais da comarca, na última segunda-feira (25). O caso foi distribuído para uma das promotorias criminais para as “providências cabíveis”.

O episódio no Centro Administrativo

Segundo a denúncia formalizada na Ouvidoria do MPMG, o caso ocorreu no dia 16 de novembro de 2025. Durante uma exposição da rede municipal sobre identidade racial, uma criança negra recitava uma poesia de afirmação.

O documento relata que Pelizer teria tentado desqualificar a manifestação cultural. O vice-prefeito supostamente classificou o conteúdo antirracista como “lavagem cerebral” e afirmou que aquilo seria algo que “a direita precisa enfrentar na Prefeitura”.

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Ainda de acordo com o relato enviado à Promotoria, profissionais da educação foram hostilizados. Ao ser questionado por uma servidora, o político teria encerrado o diálogo com a frase: “O que você acha não me interessa”.

Pressão em duas frentes

A investigação do MP soma-se à tensão política no Legislativo. Recentemente, a Coluna Poder noticiou que vereadores já protocolaram pedido de cassação do vice-prefeito motivados pelo mesmo episódio. Agora, Pelizer enfrenta problemas tanto da Câmara Municipal quanto da Justiça Criminal.

O vice-prefeito de Uberlândia, Vanderlei Pelizer, de cabelos grisalhos e camisa preta, aparece em close falando a um microfone com o logo "Regionalzão". Ele veste um pin da bandeira do Brasil na gola.
Vice-prefeito Vanderlei Pelizer durante entrevista. Ele agora é investigado pelo Ministério Público após denúncia de injúria racial.

“A direita não humilha criança”

Um detalhe chama a atenção nos bastidores políticos da denúncia ao MP. Ela não partiu de opositores ideológicos tradicionais (partidos de esquerda), mas de um cidadão que se identifica publicamente como de direita.

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Na representação, o denunciante Marcus Rick Vinicius de Oliveira faz questão de dissociar o espectro político da conduta atribuída ao vice-prefeito.

Sou de direita, sempre fui, e reafirmo publicamente: O que Pelizer fez NÃO representa a direita. Isso não é ideologia, é racismo. Direita não humilha criança negra”, consta no documento oficial.

O pedido encaminhado ao MP solicita não apenas a apuração criminal baseada na Lei 7.716/89, mas também manifesta apoio à perda do mandato.

O outro lado: Vice-prefeito nega racismo e acusa “ativismo judicial seletivo”

Em Nota de Imprensa enviada à Coluna Poder, o vice-prefeito Vanderlei Pelizer negou as acusações de racismo e classificou as ações contra ele como orquestradas. Ele acusou setores da militância de esquerda de utilizarem a via judicial como instrumento de perseguição política.

A nota na íntegra:

Não houve, em nenhuma de minhas palavras ou em minha fiscalização, qualquer forma de manifestação de cunho racial, e reafirmo meu absoluto repúdio a qualquer tipo de discriminação.

O que se observa, com clareza, é mais uma tentativa de setores da militância ideológica da esquerda de utilizarem a via judicial como instrumento de perseguição política, em um fenômeno conhecido como ativismo judicial seletivo, prática já vista em regimes modernos de viés autoritário, nos quais o Judiciário passa a ser utilizado como ferramenta para silenciar opositores.

Carrego com orgulho os ensinamentos das professoras e professores que contribuíram para minha formação. Sou apaixonado pela educação e pela nobre missão de ensinar — missão esta que sempre defendi com firmeza. Não por acaso, sou um apoiador convicto dos colégios cívico-militares, onde o professor é respeitado, valorizado e protegido, tendo ao seu lado a segurança necessária contra alunos que, infelizmente, já não respeitam mais a autoridade do educador.

Todavia, como vice-prefeito, reafirmo: sou totalmente contra aqueles que, em vez de ensinar, tentam doutrinar crianças com pautas comunistas, ideologias de esquerda ou agendas político-partidárias. Professor tem que ensinar sua matéria, preparar o aluno para a vida, formar cidadãos, e não transformar a sala de aula em palanque ideológico e político. E é isso que minha fiscalização combate.

É contra esse tipo de atuação, que desvirtua a essência da educação, que tenho me levantado — sempre de forma clara, aberta e dentro do direito constitucional de crítica e opinião. Isso se chama democracia.

Por isso, a utilização do Poder Judiciário, assim como pedidos de cassação movidos contra minha pessoa por políticos de esquerda, ou a mando desses, apenas confirma aquilo que a população já percebe: há um grupo que não aceita o livre debate, não suporta opinião divergente e tenta silenciar quem pensa diferente. Para eles, quem discorda deve ser eliminado do debate público — uma postura que afronta diretamente o maior princípio democrático: a liberdade de expressão e o confronto saudável de ideias.

Reforço que seguirei firme, com a consciência tranquila e o compromisso intocável com Uberlândia, com a educação de verdade e com a defesa da democracia — aquela que existe para todos, não apenas para quem pensa igual.

Também estarei totalmente à disposição das autoridades para esclarecer minha atuação e fiscalização enquanto vice-prefeito, atuação essa pautada pelos princípios da ética, do zelo e do senso de obrigação enquanto vice-prefeito eleito democraticamente.

Vanderlei Pelizer Vice prefeito de Uberlândia”

A Coluna Poder segue acompanhando os desdobramentos da investigação e o posicionamento da defesa do vice-prefeito.


Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.

Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

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1 comentário 1 comentário
  • Julio disse:
    27 de novembro de 2025, 8:06 às 08:06

    Concordo com o vice prefeito, há doutrinação nas escolas. Desejo força e coragem pra enfrentar essas injustiças, não é fácil lutar com a esquerda.

    Responder

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