Em meio à análise sobre a sucessão estadual de 2026, o vice-governador Mateus Simões fez uma distinção que ajuda a entender o cenário político mineiro.
“Não podemos confundir Lula com o PT.”
A frase veio ao comentar o comportamento do eleitor em Minas Gerais — um Estado conhecido por decisões eleitorais consideradas “equilibradas” ou até contraditórias.
Lula tem voto. O PT, nem tanto.
Simões reconheceu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém base relevante no Estado.
“Imaginar que o Lula vai ter 20% dos votos, ele não vai ter. Mas o PT teve menos que isso aqui”, afirmou.
A leitura do vice-governador é que o eleitor mineiro diferencia a figura pessoal de Lula do desempenho histórico do Partido dos Trabalhadores em Minas.
Segundo ele, a esquerda tradicional perdeu força no Estado. Como exemplo, citou o desempenho nas eleições municipais recentes, quando partidos ligados ao campo petista conquistaram número reduzido de prefeituras.
O desafio presidencial em Minas
Para Simões, o desafio em Minas não é enfrentar o PT como força orgânica estadual, mas disputar o eleitorado que ainda mantém identificação com Lula.
É nesse ponto que o governador Romeu Zema se posiciona como alternativa nacional.
A estratégia do grupo governista passa por mostrar que há opção fora do lulismo, sem necessariamente transformar a disputa estadual em embate ideológico puro.
Minas não é previsível
Minas Gerais já demonstrou, em eleições recentes, capacidade de votar de forma diferente para cargos distintos no mesmo pleito.
O eleitor pode escolher um presidente de esquerda e um governador de centro-direita.
Essa característica torna o cenário mais complexo.
A frase de Simões sintetiza essa leitura: Lula é uma figura com capital político próprio. O PT, em Minas, não tem a mesma força estrutural.
Em 2026, entender essa diferença pode ser decisivo para todos os lados do tabuleiro.
Esse conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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Concordo plenamente contigo Simões, estou com lula e nao curto o PT.