A confirmação de que o deputado federal Rodrigo de Castro assumirá a presidência estadual da legenda gerou interpretações imediatas: haveria mudança de rota no palanque governista?
Em entrevista ao Regionalzão, o vice-governador Mateus Simões tratou de conter qualquer narrativa de crise.
“Eu não tenho porque desconfiar da palavra que o presidente nacional do União me deu, de que eles estão conosco na campanha”, afirmou.
Ruído natural de pré-campanha
Em ano pré-eleitoral, alterações no comando partidário sempre levantam questionamentos. Partido não mexe em direção estadual por acaso.
Nos bastidores, a leitura é de reposicionamento interno. Oficialmente, o discurso segue alinhado ao grupo do governador Romeu Zema.
Simões reforçou que o compromisso foi firmado em nível nacional e envolve também a federação partidária com o PP.
“Tenho a palavra dos presidentes nacionais. Política muda, mas ninguém mudou a conversa comigo até agora”, declarou.
O fator Rodrigo Pacheco
Parte do ruído envolve o nome do senador Rodrigo Pacheco, frequentemente citado em especulações partidárias.
Simões foi direto ao tratar do assunto.
“Considerando o compromisso do União, se Pacheco se filiar, não será candidato a governador por esse partido”, disse.
A fala funciona como sinalização pública de segurança política. O vice-governador tenta demonstrar que a troca de comando não altera o projeto maior do grupo.
Impacto real ou ajuste estratégico?
Até o momento, não há anúncio de rompimento nem mudança formal de palanque.
O que existe é reorganização.
Mas reorganizações, em Minas, raramente são neutras. Elas indicam cálculo, antecipação e preparação para 2026.
Simões aposta na manutenção da unidade da centro-direita. A troca no União Brasil, por ora, fica no campo do ruído.
Se vira impacto real, os próximos movimentos dirão.
Esse conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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