A articulação de bastidores para a abertura de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Uberlândia ganhou força definitiva.
O requerimento foi idealizado e assinado em primeiro lugar pelo vereador Conrado Augusto (MDB). Ele assume novamente o protagonismo da pauta após o arquivamento de uma comissão anterior sobre o setor que acabou barrada por questões técnicas no plenário.
Desta vez, o grupo de parlamentares foca na apuração da legalidade dos contratos firmados para a gestão operacional do Hospital e Maternidade Municipal Dr. Odelmo Leão Carneiro.
Os alvos principais do requerimento contido no documento é a anulação da Chamada Pública nº 02/2023-SMS e a contratação emergencial da SPDM ocorrida logo em sequência.
Os vereadores também pretendem passar a limpo a legalidade da Chamada Pública nº 001/2024-SMS e os respectivos repasses financeiros para a execução do contrato atual.
Pressão do Ministério Público Federal
A fundamentação jurídica para a abertura dos trabalhos legislativos apoia-se em recentes ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público Federal na Justiça Federal local.
A Comissão de Saúde do Legislativo afirma que acumula dados e relatórios sobre fragilidades na prestação de serviços de saúde pública no município desde o ano de 2025.
Assinam o requerimento original os vereadores Conrado Augusto, Edson Carvalho, Glaucia Galante Buissa, Amanda Gondim, Adriano Zago, Janaina Guimarães, Fabão, Dr. Igino e Professor Ronaldo.
Assinatura de bastidor e paralelo com outras CPIs
Mesmo após o protocolo oficial do requerimento, o vereador Abatenio registrou seu apoio formal diretamente no sistema do Legislativo de forma complementar.
Com essa nova adesão, confirmada por registros sistêmicos a iniciativa que mira a saúde local passa a contar com dez assinaturas parlamentares.
O acúmulo de investigações paralelas no plenário levanta debates sobre a capacidade de fiscalização da Casa.
Conforme analisado pela Coluna Poder na matéria Afinal, por que ainda existe a CPI do Metanol em Uberlândia?, a sobrecarga de comissões ativas é um desafio recorrente na rotina parlamentar.
O requerimento da saúde agora segue sob análise da Mesa Diretora, que definirá os prazos e trâmites regimentais necessários para o início efetivo das investigações.
Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro. Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

