Nove dos 27 vereadores de Uberlândia disputam vaga de deputado em 2026

Um terço da atual composição da Câmara Municipal entrou na corrida eleitoral; regra que mantém sessões presenciais ganha peso durante período de campanha

Adelino Júnior
Fotografia colorida do plenário da Câmara de Uberlândia com diversos vereadores e assessores em pé, conversando em pequenos grupos perto da mesa diretora de madeira. No canto superior direito, um grande painel eletrônico azul exibe o resultado de uma votação com o placar de treze votos "Não" e seis votos "Sim". Ao fundo, as bandeiras do Brasil e de Minas Gerais estão hasteadas em pedestais.
Movimentação intensa e articulações de bastidores no plenário da Câmara de Uberlândia durante as votações que marcaram a última e tensa sessão do mês. (Foto: Aline Rezende)

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A eleição de 2026 colocou um terço da Câmara Municipal de Uberlândia diretamente na disputa por uma vaga de deputado. Dos 27 vereadores em exercício, nove são candidatos neste ano.

São seis candidaturas a deputado estadual e três a deputado federal. O grupo reúne parlamentares de oito partidos e diferentes campos políticos.

O número confirma um movimento antecipado pela Coluna Poder, que já havia mostrado, ainda durante a fase de pré-candidaturas, que cerca de um terço da Câmara poderia entrar na corrida eleitoral.

Seis candidatos a deputado estadual

A maior parte dos vereadores candidatos tenta chegar à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

São candidatos a deputado estadual:

  • Professor Ronaldo (PT)
  • Amanda Gondim (PSB)
  • Anderson Lima (PL)
  • Prof. Conrado Augusto (MDB)
  • Fabão (PV)
  • Dr. Igino (PT)

O PT é o único partido com dois vereadores da atual legislatura concorrendo ao mesmo cargo.

Três vereadores tentam vaga em Brasília

Outros três vereadores disputam uma cadeira na Câmara dos Deputados.

São eles:

  • Adriano Zago (Avante)
  • Ronaldo Tannús (Podemos)
  • Delegada Lia Valechi (União Brasil)

Com isso, nove cadeiras da Câmara de Uberlândia são ocupadas atualmente por parlamentares que estarão simultaneamente no exercício do mandato e em campanha eleitoral.

Sessões presenciais entram na equação da campanha

A quantidade de candidatos dá um novo contexto a uma decisão recente da Câmara de Uberlândia.

Como mostrou a Coluna Poder, o Legislativo vetou a possibilidade de participação remota nas sessões e manteve o modelo presencial para os vereadores.

A regra ganha relevância durante a campanha. Os nove candidatos terão de conciliar compromissos eleitorais, agendas fora do município e a participação presencial nas atividades legislativas.

Na prática, não haverá a possibilidade de um vereador utilizar a participação virtual para acompanhar uma sessão enquanto estiver cumprindo agenda eleitoral em outra cidade.

A decisão vale para todos os parlamentares, independentemente de serem candidatos.

Não há indicação de que a manutenção do modelo presencial tenha sido definida em razão das candidaturas. Os dois fatos, porém, passam a se cruzar no calendário político da Câmara durante o período eleitoral.

Um terço da Câmara na eleição

A presença de nove candidatos significa que 33,3% dos vereadores em exercício tentam trocar o Legislativo municipal por uma cadeira estadual ou federal.

As candidaturas também espalham a disputa por diferentes partidos: PT, Avante, Podemos, PSB, PL, MDB, PV e União Brasil.

Enquanto percorrem Uberlândia e outras cidades em busca de votos, os nove vereadores continuam exercendo normalmente os respectivos mandatos na Câmara Municipal.

A combinação entre campanha e atividade parlamentar deve, portanto, fazer da presença nas sessões um dos pontos a serem acompanhados durante os próximos meses.

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