A ascensão de João Vitor Oliveira Macedo à presidência da Juventude do Progressistas de Uberlândia transformou-se em uma verdadeira guerra de bastidores políticos e jurídicos.
Após a revelação de que enfrenta uma execução fiscal eleitoral de R$ 6.346,52, o jovem líder quebrou o silêncio e apresentou uma petição com documentos que buscam reverter a cobrança.
Segundo a nota enviada pelo político, a reprovação de suas contas de 2024, quando disputou uma vaga de vereador pelo PSDB, foi motivada por falhas técnicas e contábeis que ele atribui à negligência de sua antiga defesa.
Os três motivos da rejeição das contas
O primeiro e principal fator para a desaprovação foi a aplicação de R$ 4.407,30 de recursos próprios na campanha, valor considerado como Recurso de Origem Não Identificada (RONI).
De acordo com os autos, o candidato havia declarado patrimônio de R$ 0,00 no registro de sua candidatura e o tribunal apontou que não houve a comprovação da origem do dinheiro dentro do prazo.
Macedo afirma, em sua nova petição, que os valores são lícitos e vieram de sua bolsa-estágio no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, comprovada por meio de demonstrativos do e-CAC anexados agora ao processo.
O segundo motivo apontado pela Justiça Eleitoral foi o não recolhimento de R$ 1.449,97 de sobras de campanha, valor que sobrou do pagamento de R$ 5.500,00 feito ao Facebook para impulsionar publicações.
Por fim, a decisão do juiz Márcio José Tricotti destacou um atraso de três dias na abertura da conta bancária oficial de campanha, o que, segundo a fiscalização, impediu a auditoria completa das movimentações iniciais.
Acusações de abandono e revelia
O atual presidente da ala jovem do PP acusa o seu antigo defensor de cometer abandono processual e omitir as notificações.
Macedo afirma que nunca foi avisado sobre as diligências ou sobre a sentença de desaprovação, o que fez com que o processo transitasse em julgado inteiramente à sua revelia.
“Não aceitarei que a omissão de terceiros manche uma campanha honesta, simples e feita com muito esforço”, declarou o político, que agora assumiu a própria defesa na Justiça.
Contra-ataque e tese de armadilha
João relata que só descobriu a gravidade da situação em 29 de junho de 2026, ao receber mensagens com cobranças enviadas por um aliado histórico de seu antigo partido.
De acordo com a petição protocolada na 299ª Zona Eleitoral, foram anexados demonstrativos de rendimentos do e-CAC para tentar anular a obrigação de devolução do dinheiro ao Tesouro Nacional.
Segundo Macedo, ele planeja acionar a OAB e a Justiça comum contra o antigo defensor por danos morais e profissionais decorrentes da falta de manifestação no processo.
Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro. Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

