Novo presidente do PP Jovem alega sabotagem após ter contas reprovadas em Uberlândia

João Vitor Oliveira Macedo acusa antigo advogado de omissão deliberada sobre os três motivos que rejeitaram sua campanha em Uberlândia.

Adelino Júnior
Fotografia de João Vitor Oliveira Macedo sentado ao centro, vestindo camisa social rosa e calças de ganga, sorrindo durante um evento político do partido Progressistas em Uberlândia. Ao fundo, destaca-se um painel azul com o logótipo "11 Progressistas Uberlândia". À sua esquerda, um jovem de t-shirt verde-oliva conversa de forma descontraída, enquanto outros apoiantes ao redor batem palmas.
João Vitor Oliveira Macedo (ao centro, de camisa rosa) sorri ao lado de Ana Paula e Odelmo Leão na posse como presidente do PP jovem de Uberlândia

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A ascensão de João Vitor Oliveira Macedo à presidência da Juventude do Progressistas de Uberlândia transformou-se em uma verdadeira guerra de bastidores políticos e jurídicos.

Após a revelação de que enfrenta uma execução fiscal eleitoral de R$ 6.346,52, o jovem líder quebrou o silêncio e apresentou uma petição com documentos que buscam reverter a cobrança.

Segundo a nota enviada pelo político, a reprovação de suas contas de 2024, quando disputou uma vaga de vereador pelo PSDB, foi motivada por falhas técnicas e contábeis que ele atribui à negligência de sua antiga defesa.

Os três motivos da rejeição das contas

O primeiro e principal fator para a desaprovação foi a aplicação de R$ 4.407,30 de recursos próprios na campanha, valor considerado como Recurso de Origem Não Identificada (RONI).

De acordo com os autos, o candidato havia declarado patrimônio de R$ 0,00 no registro de sua candidatura e o tribunal apontou que não houve a comprovação da origem do dinheiro dentro do prazo.

Macedo afirma, em sua nova petição, que os valores são lícitos e vieram de sua bolsa-estágio no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, comprovada por meio de demonstrativos do e-CAC anexados agora ao processo.

O segundo motivo apontado pela Justiça Eleitoral foi o não recolhimento de R$ 1.449,97 de sobras de campanha, valor que sobrou do pagamento de R$ 5.500,00 feito ao Facebook para impulsionar publicações.

Por fim, a decisão do juiz Márcio José Tricotti destacou um atraso de três dias na abertura da conta bancária oficial de campanha, o que, segundo a fiscalização, impediu a auditoria completa das movimentações iniciais.

Acusações de abandono e revelia

O atual presidente da ala jovem do PP acusa o seu antigo defensor de cometer abandono processual e omitir as notificações.

Macedo afirma que nunca foi avisado sobre as diligências ou sobre a sentença de desaprovação, o que fez com que o processo transitasse em julgado inteiramente à sua revelia.

“Não aceitarei que a omissão de terceiros manche uma campanha honesta, simples e feita com muito esforço”, declarou o político, que agora assumiu a própria defesa na Justiça.

Contra-ataque e tese de armadilha

João relata que só descobriu a gravidade da situação em 29 de junho de 2026, ao receber mensagens com cobranças enviadas por um aliado histórico de seu antigo partido.

De acordo com a petição protocolada na 299ª Zona Eleitoral, foram anexados demonstrativos de rendimentos do e-CAC para tentar anular a obrigação de devolução do dinheiro ao Tesouro Nacional.

Segundo Macedo, ele planeja acionar a OAB e a Justiça comum contra o antigo defensor por danos morais e profissionais decorrentes da falta de manifestação no processo.

Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro. Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

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