Com a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) e do Plano Plurianual (PPA) pela Câmara Municipal de Uberlândia, a cidade entra em 2026 com um planejamento definido e um orçamento de R$ 5,42 bilhões. Mas o que isso representa, de fato, no dia a dia da população?
A seguir, os principais impactos práticos que poderão ser sentidos pelos moradores ao longo do próximo ano.
1. Mais recursos para Saúde — e pressão por execução
A Secretaria Municipal de Saúde receberá R$ 1,28 bilhão, maior fatia do orçamento.
Na prática, isso deve resultar em:
- ampliação de serviços da atenção básica;
- manutenção do fluxo de atendimentos nas UPAs e unidades de saúde;
- continuidade de contratos com hospitais e clínicas conveniadas;
- fortalecimento de programas como Saúde Mental, Saúde da Mulher e vacinação.
2. Educação terá mais de R$ 1,1 bilhão
A Educação é a segunda maior área, com R$ 1,10 bilhão.
O orçamento prevê:
- manutenção da rede escolar;
- expansão da infraestrutura de creches e CMEIs;
- compra de uniformes, merenda e material pedagógico;
- programas de reforço escolar e iniciativas de educação integral.
3. DMAE e saneamento avançam com mais de meio bilhão
Com R$ 566,3 milhões, o DMAE terá condições de ampliar obras de abastecimento e esgotamento sanitário.
Na prática, podem ocorrer:
- expansão de redes;
- modernização do sistema de captação e tratamento;
- melhorias para reduzir perdas de água.
4. Infraestrutura deve priorizar manutenção e menos obras novas
A Secretaria de Infraestrutura terá R$ 104,8 milhões.
A projeção indica:
- foco em tapa-buracos e pavimentação corretiva;
- recuperação de vias;
- manutenção de pontes, bueiros e drenagem.
5. Assistência Social mantém cobertura dos programas
Com R$ 105,9 milhões, a pasta deve garantir:
- funcionamento dos CRAS e CREAS;
- continuidade de programas de atendimento a famílias vulneráveis;
- parcerias com entidades assistenciais.
6. IPREMU mantém ritmo de amortização do passivo
O IPREMU aparece com R$ 586,6 milhões, garantindo:
- pagamento de aposentadorias e pensões;
- equilíbrio atuarial no curto prazo;
- cumprimento das obrigações legais com servidores inativos.
7. 920 emendas impositivas moldam parte da agenda de 2026
Os vereadores apresentaram 920 emendas impositivas, que indicam onde parte do orçamento deve ser aplicada.
Essas emendas:
- são avaliadas pela Comissão de Finanças;
- não são votadas em plenário;
- entram automaticamente na LOA;
- devem ser executadas pelo Executivo, salvo impedimento técnico.
8. Aprovação sem emendas facilita execução e reduz disputas internas
A aprovação sem alterações reduz entraves entre Legislativo e Executivo e permite que obras e contratos sejam iniciados mais rapidamente.
9. Impacto político
O resultado reforça:
- a liderança do presidente Zezinho Mendonça no processo legislativo;
- a articulação do governo Paulo Sérgio;
- o uso das emendas impositivas pelos vereadores como instrumento de presença nos bairros.

