O ex-prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, rebateu as declarações sobre um suposto endividamento da Prefeitura e afirmou que deixou um superávit superior a R$ 312 milhões ao fim de sua gestão.
A declaração foi feita durante café da manhã com a imprensa, realizado nesta terça-feira (27), após questionamentos sobre falas recentes que apontam a existência de dívidas elevadas herdadas pela atual administração.
Segundo Odelmo, há confusão entre o conceito de dívida e o de restos a pagar, o que distorce o debate público.
“Restos a pagar não significam dívida. É preciso perguntar quanto havia em caixa no dia 31 de dezembro. Eu deixei um superávit de mais de R$ 312 milhões”, afirmou.
Auditoria e recursos em caixa
Para sustentar a afirmação, Odelmo disse que apresentou auditoria independente realizada ao fim do mandato, documento que, segundo ele, comprova o equilíbrio fiscal da Prefeitura.
O ex-prefeito destacou que parte dos recursos estava vinculada a áreas específicas, como saúde e educação, além de valores destinados a precatórios, mas ressaltou que havia margem financeira para custeio e investimentos.
“Havia recursos livres, valores depositados em conta de precatórios e dinheiro suficiente para manter saúde, educação e investimentos. Isso é comprovável”, disse.
Durante o encontro, o advogado Jhonatan Felix — responsável por acompanhar o fechamento das contas da gestão — explicou que o relatório aponta conformidade com a legislação fiscal e equilíbrio nas contas públicas.
Divergência de números
Odelmo criticou a variação dos valores divulgados nos últimos meses sobre a situação financeira do município.
“Já ouvi números de R$ 100 milhões, R$ 200 milhões, R$ 400 milhões e agora R$ 850 milhões. Isso demonstra desconhecimento técnico sobre gestão fiscal”, afirmou.
Segundo ele, a análise correta exige considerar os decretos de abertura de crédito publicados já em 2025, que utilizam recursos de superávit deixados pela gestão anterior.
Debate político
O ex-prefeito afirmou tratar o tema com tranquilidade e disse que sempre adotou a prática de auditoria ao final de seus mandatos.
“Sempre fiz auditoria ao final de cada gestão. Não tenho dificuldade nenhuma em colocar os números à disposição”, declarou.
A discussão sobre as contas municipais ganhou espaço no debate político local e tem sido citada por diferentes atores como elemento central na disputa de narrativas sobre a gestão passada e os desafios da administração atual.
Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.

