Pacheco sai do jogo e abre disputa por Minas em 2026

Senador mineiro confirmou que não disputará o governo de Minas e sinalizou encerramento do ciclo político após o fim do mandato

Adelino Júnior
senador Rodrigo Pacheco
Senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Rodrigo Pacheco confirmou nesta sexta-feira que não será candidato ao Governo de Minas em 2026. O anúncio foi feito durante um evento em São Paulo e encerra meses de especulações sobre a possível entrada dele na disputa estadual.

Pacheco vinha sendo tratado como o principal nome defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar construir um palanque competitivo da esquerda e do centro em Minas Gerais.

Durante entrevista após o evento, o senador afirmou que decidiu encerrar seu ciclo político ao término do mandato no Senado.

“É sempre o momento da gente avaliar ciclos, né? E há o fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer, com o sentimento de dever cumprido, com muitas realizações feitas e com o coração muito tranquilo em relação a essa decisão.”

Além de descartar a candidatura ao governo mineiro, Pacheco também afirmou que não pretende ocupar cargos em tribunais superiores após deixar a política.

“Não tenho nenhuma expectativa ou perspectiva de ingresso em tribunal superior, inclusive o Supremo Tribunal Federal. Se isso foi cogitado em algum momento, isso foi bem resolvido. É uma página virada.”

Vácuo em Minas reacende articulações

A saída de Pacheco muda diretamente o cenário da sucessão mineira. O senador era visto por aliados do governo federal como um nome capaz de dialogar com setores do centro político, empresariado e prefeitos do interior.

Sem ele, a disputa em Minas volta a ficar aberta.

Nos bastidores, o próprio Pacheco sugeriu alternativas ao grupo político ligado ao presidente Lula. Entre os nomes mencionados estão o empresário Josué Alencar, ex-presidente da Fiesp, e o ex-procurador-geral de Justiça de Minas, Jarbas Soares.

Enquanto isso, a direita mineira também segue em reorganização. O entorno de Romeu Zema acompanha os movimentos nacionais, enquanto lideranças como Ronaldo Caiado, Cleitinho Azevedo e setores do PL tentam consolidar alianças para 2026.

A saída definitiva de Pacheco do tabuleiro reduz uma das principais alternativas de centro para Minas e pode acelerar definições partidárias nos próximos meses.

Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro. Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário