Patos de Minas começa a se posicionar como um dos polos políticos mais estratégicos de Minas Gerais na preparação para as eleições de 2026. Movimentações recentes envolvendo lideranças da cidade indicam uma reorganização significativa do cenário local e estadual.
O prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, oficializou recentemente sua filiação ao Republicanos em Brasília, reforçando a presença da legenda no estado e ampliando seu protagonismo no debate político mineiro.
Nos bastidores, cresce a possibilidade de Falcão integrar a chapa do senador Cleitinho Azevedo, que desponta como um dos principais nomes para a disputa ao Governo de Minas Gerais. O próprio Cleitinho já confirmou publicamente que convidou o prefeito patense para ser seu candidato a vice-governador, e as conversas entre os dois seguem em andamento. 
O cenário é considerado competitivo. Pesquisa recente do instituto Paraná Pesquisas aponta Cleitinho na liderança em diferentes cenários de primeiro turno para o Governo de Minas, chegando a cerca de 45% das intenções de voto, o que fortalece a estratégia do Republicanos de estruturar uma chapa competitiva para 2026. 
Caso a composição se confirme e Falcão deixe a Prefeitura para disputar as eleições, a cidade de Patos de Minas também passará por mudanças administrativas e políticas. A vice-prefeita Sandra assumiria o comando do Executivo municipal. Filiada ao PL, ela teria a responsabilidade de conduzir a gestão até o final do mandato, enquanto o grupo político local se reorganiza para o novo ciclo eleitoral.
No mesmo movimento, a deputada estadual Ludmila Falcão, esposa do prefeito, também deve acompanhar a reconfiguração partidária e é cotada para se filiar ao Republicanos, onde poderá disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Outro nome que surge nesse cenário é o do vereador Gladston Gabriel, irmão de Sandra. Ele deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PL, partido que hoje possui uma das chapas mais competitivas para deputado federal em Minas Gerais.
Nas eleições de 2022, a legenda já demonstrou força ao garantir uma cadeira na Câmara com um dos candidatos menos votados entre os eleitos do estado. Para 2026, a expectativa interna do partido é ainda mais ambiciosa: dirigentes trabalham com a projeção de eleger entre 18 e 20 deputados federais, o que pode reduzir significativamente a votação mínima necessária para uma vaga — estimada por lideranças partidárias entre 25 mil e 30 mil votos.
Com essas movimentações, Patos de Minas deixa de ser apenas um importante município do Alto Paranaíba para assumir papel relevante na engenharia política que se desenha para Minas Gerais em 2026.
A combinação entre lideranças locais com projeção estadual, articulações partidárias e a disputa pelo Governo de Minas coloca a cidade no centro das atenções do cenário político mineiro nos próximos meses.

Coluna Poder • Conteúdo assinado por Adelino Júnior , jornalista e editor-chefe do Regionalzão, acompanhando os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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