Bastidores da política em primeira mão
Após a reunião marcada por tensão na Câmara Municipal de Uberlândia, o secretário municipal de Saúde, Adenilson Lima Silva, detalhou em entrevista um dos principais pontos da crise enfrentada pela pasta: o modelo de financiamento da saúde pública.
Segundo ele, o município enfrenta um déficit de aproximadamente R$ 250 milhões, cenário que, na avaliação da gestão, está diretamente ligado à ausência de um modelo equilibrado de financiamento entre os entes federativos.
Déficit expõe fragilidade do sistema
Durante a reunião e na entrevista concedida após o encontro, o secretário afirmou que a atual gestão herdou um cenário crítico.
“Nós iniciamos a gestão com um déficit orçamentário de 250 milhões.”
A fala reforça o diagnóstico de desequilíbrio financeiro e coloca o debate sobre o financiamento da saúde no centro da discussão política.
Modelo antigo entra na mira
De acordo com Adenilson, Uberlândia adotou ao longo dos anos um modelo que priorizou o uso de recursos próprios para custear a saúde pública.
“Uberlândia pagava a grande maioria do tratamento das pessoas com recursos próprios do município.”
Segundo ele, esse modelo funcionou enquanto havia arrecadação suficiente, mas passou a apresentar falhas com a queda de receitas.
“Com a diminuição da arrecadação, esse modelo começou a apresentar falhas.”
Tripartite como saída
O secretário defende que a saída está na adoção plena da chamada tripartite — divisão de responsabilidades entre município, Estado e União.
A tripartite é uma decisão de gestão.”
Na avaliação dele, a cidade deveria ter buscado antes maior integração com o SUS e com programas estaduais, ampliando credenciamentos e fontes de financiamento.
“Cabia aos gestores que nos antecederam aderir e buscar novos credenciamentos.”
Recursos estaduais retardaram crise
O secretário também citou medidas adotadas nos últimos anos que, segundo ele, adiaram o agravamento do problema.
“Houve uma lei da Assembleia que permitiu usar recursos parados para custeio. Isso retardou o início da crise.”
Impacto na saúde pública
O debate sobre financiamento ocorre em meio a uma série de problemas apontados na rede municipal, como filas, atrasos em exames e dificuldades operacionais.
A discussão ganhou força após cobranças feitas por vereadores que questionaram a gestão da saúde durante a reunião.
Debate político deve continuar
A fala do secretário reforça a estratégia da gestão de vincular parte da crise atual a decisões estruturais do passado.
Por outro lado, vereadores mantêm a pressão por respostas imediatas para problemas enfrentados pela população.
O tema deve seguir como um dos principais pontos de embate político em Uberlândia nas próximas semanas.
? Quer receber em primeira mão movimentações, articulações, disputas e informações exclusivas dos bastidores da política? Entre no grupo de WhatsApp da Coluna Poder: clique aqui para entrar.
Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, com análises exclusivas da política em Uberlândia, no Triângulo Mineiro e em Minas Gerais. Sugestões, informações e denúncias também podem ser enviadas pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.
Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro. Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.
