“CPI não dá em nada?”: senador reage ao sentimento popular

Em coletiva em Uberlândia, Carlos Viana rebate descrença da população e afirma que investigações seguem após comissões

Adelino Júnior

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A descrença popular nas CPIs voltou ao centro do debate político durante passagem do senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, por Uberlândia.

Questionado sobre o sentimento comum de que “CPI e CPMI não dão em nada”, o parlamentar respondeu de forma direta e buscou confrontar essa percepção.

“Quem pensa que a CPI terminou e a investigação acabou está muito enganado”, afirmou.

A fala ocorreu durante coletiva no Centro Administrativo Municipal, em meio à agenda que também tratou da destinação de recursos para a saúde da cidade.

Defesa do trabalho das CPIs e da CPMI do INSS

O senador citou desdobramentos recentes de investigações para sustentar sua posição.

“Nós já tivemos mais duas prisões depois da CPI. Hoje temos 16 presos. Todos passaram pela nossa investigação”, disse.

Segundo ele, novas etapas seguem em andamento, inclusive com depoimentos e ações conduzidas pela Polícia Federal.

“Tem mais trinta pessoas convocadas para depor. As investigações continuam”, completou.

Crítica indireta ao governo

Durante a resposta, Carlos Viana também fez críticas ao que classificou como interferências políticas nas investigações.

“A base do governo barrou quebras de sigilo importantes, mas a Polícia Federal já está avançando”, afirmou.

A declaração reforça o discurso de que, mesmo com limitações dentro das comissões parlamentares, outras frentes seguem ativas.

Sensação de impunidade ainda persiste

Apesar da defesa, o próprio questionamento evidencia um problema maior: a dificuldade das CPIs em gerar resultados concretos percebidos pela população.

A avaliação nos bastidores é que o desgaste não está apenas na investigação em si, mas na comunicação dos resultados.

Para grande parte da população, o encerramento de uma CPI sem punições imediatas reforça a ideia de impunidade.

Discurso mira confiança pública

Ao rebater a crítica, o senador tenta reposicionar o papel das CPIs como instrumentos que vão além do relatório final.

“Mais prisões virão. Quem roubou vai enfrentar a Justiça”, afirmou.

A fala busca recuperar a confiança no processo, em um momento em que a política enfrenta forte questionamento sobre efetividade e resultados.

Leitura final

A resposta de Carlos Viana escancara um dos maiores desafios da política brasileira hoje: convencer a população de que as instituições funcionam.

Enquanto os bastidores apontam continuidade nas investigações, o sentimento popular ainda é de desconfiança.

E é nesse espaço entre o que acontece e o que chega ao cidadão que a política segue sendo julgada.

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