Após questionamentos sobre uma possível privatização do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), o diretor-geral da autarquia, Rodrigo Lacerda, afirmou que não existe qualquer projeto para transferir o controle do órgão à iniciativa privada.
Em entrevista ao Regionalzão, Lacerda explicou que o processo em andamento trata apenas da contratação de um estudo de viabilidade para um futuro projeto voltado ao sistema de esgotamento sanitário de Uberlândia.
“Não existe qualquer possibilidade de privatização do Dmae. O Dmae é um órgão público sólido, historicamente consolidado, e nós estamos cada vez mais fortalecendo essa base”, afirmou.
Estudo avalia alternativas para ampliar investimentos
Segundo o diretor, o objetivo é analisar a viabilidade técnica, econômica e financeira de um grande projeto de modernização do sistema de esgoto, considerado uma das prioridades da atual gestão municipal.
De acordo com Lacerda, Uberlândia avançou nos últimos anos no abastecimento de água, mas ainda precisa ampliar os investimentos em esgotamento sanitário.
“O que nós propusemos foi tão somente um estudo para um projeto estruturado, extremamente importante para a cidade. Precisamos evoluir muito no esgotamento sanitário”, disse.
O estudo deverá ser elaborado por uma empresa especializada e, segundo o diretor, deve durar entre dez meses e um ano.
Somente após essa etapa será possível definir qual modelo será adotado para a execução das obras.
PPP é uma possibilidade, mas não significa privatização
Durante a entrevista, Rodrigo Lacerda ressaltou que uma eventual Parceria Público-Privada (PPP) é apenas uma das alternativas que poderão ser avaliadas ao final do estudo.
Ele enfatizou que esse modelo não representa a venda da autarquia nem a privatização dos serviços de abastecimento de água.
“Uma parceria público-privada não é privatização. Muito menos significa privatizar a água do Dmae. É apenas uma das possibilidades que poderão ser analisadas futuramente.”
Conta de água
Questionado se o projeto poderia provocar aumento na tarifa de água, o diretor afirmou que ainda não existe qualquer estudo que relacione os investimentos à política tarifária.
“Nenhum estudo foi feito até o momento direcionando esse investimento para a questão tarifária.”
Segundo ele, qualquer definição dependerá da conclusão dos estudos e das etapas posteriores do projeto.
Próximos passos
Após a conclusão dos estudos técnicos, a Prefeitura deverá decidir se dará continuidade ao projeto e qual será o modelo de contratação das obras.
Segundo Rodrigo Lacerda, todo o processo seguirá os procedimentos previstos na legislação.
“São obras de grande magnitude, extremamente importantes para o município. O saneamento significa qualidade de vida, saúde e desenvolvimento econômico.”
Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro. Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.
