Gabriel Azevedo descarta ser apenas palanque do PT em Minas Gerais

Emedebista prega foco nas demandas reais do estado e rejeita submissão à estratégia nacional.

Adelino Júnior

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Em entrevista na última quinta-feira, em Uberlândia, o pré-candidato ao governo de Minas, Gabriel Azevedo, rebateu especulações sobre sua participação em um palanque unificado do PT.

Filiado ao MDB, o político garantiu que seu foco principal é conversar com todas as forças políticas. Ele destacou que o verdadeiro palanque que busca construir é voltado diretamente para as demandas do povo mineiro.

A movimentação de bastidores ocorre em meio a reuniões de articulação. Conforme revelado pelo portal O Fator, há debates internos sobre o apoio de lideranças petistas, como a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, ao nome do emedebista.

Questionado diretamente sobre as especulações e a proximidade com a petista, o pré-candidato pregou tranquilidade. Ele pontuou que o diálogo faz parte da tradição política de Minas Gerais.

“Se você procurar, você vai achar foto minha com todo tipo de político, porque eu sou mineiro e mineiro conversa. Se não conversa, mineiro não é. Então, calma. Palanque aqui é para o povo mineiro”, declarou Gabriel Azevedo.

O pré-candidato também defendeu que a futura gestão estadual mantenha uma relação harmônica com o governo federal. No entanto, estabeleceu limites claros para essa parceria.

“Eu acho que o governador de Minas Gerais tem que se dar bem com o presidente da República. A gente tem que estar alinhado para resolver os problemas da nossa federação. Mas alinhamento não é submissão. Conversa não é necessariamente coligação”, argumentou.

Na conversa gravada na cidade do Triângulo Mineiro, o político cobrou soluções urgentes para problemas regionais. Ele citou gargalos de infraestrutura e segurança que afetam diretamente o interior.

Entre as demandas prioritárias, Gabriel Azevedo citou a ferrovia entre Chaveslândia e Uberlândia, a duplicação da rodovia até a capital e a seca na região. Ele também criticou a violência crescente em Araguari provocada pelo avanço do tráfico de drogas.

Por fim, o político criticou a superlotação das escolas públicas estaduais. Ele questionou a falta de destinação dos recursos do fundo de mineração para investimentos robustos na educação de Minas Gerais.

Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro. Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

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