A pré-candidata ao Senado por Minas Gerais pelo PT, Marília Campos, intensificou nesta semana uma agenda política pelo Triângulo Mineiro em meio à movimentação antecipada da disputa de 2026.
Durante entrevista concedida ao Regionalzão em Uberlândia na ultima sexta-feira, Marília fez uma análise sobre um dos pontos mais estratégicos da eleição ao Senado: o chamado “segundo voto”. Em 2026, o eleitor poderá escolher dois candidatos para a vaga, o que tradicionalmente muda completamente a lógica da campanha.
“A forma como eu faço a disputa não é direita, esquerda, partido ou não partido. A forma como eu faço a disputa é apresentando o meu trabalho. Então eu conquisto o voto da esquerda, do centro e também da direita, porque a minha campanha despolariza a conjuntura eleitoral.”
A declaração revela uma linha política que tenta ampliar o alcance da candidatura além do eleitorado tradicionalmente ligado ao PT e à esquerda.
O desafio do segundo voto
Historicamente, as eleições para o Senado em Minas Gerais costumam ter uma dinâmica diferente das disputas para governador e presidente. Como o eleitor possui dois votos, alianças informais e composições ideológicas acabam influenciando diretamente o resultado.
No campo da direita, vários nomes já circulam como possíveis candidatos competitivos, entre eles Domingos Sávio, Carlos Viana e Marcelo Aro.
Já no campo da esquerda, Marília aparece hoje como o nome mais consolidado dentro do grupo político ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais.
Nos bastidores políticos, interlocutores avaliam que justamente por existir menos fragmentação no campo progressista, Marília pode acabar se tornando um nome competitivo também no segundo voto de parte do eleitorado de centro.
Giro pelo Triângulo Mineiro
A passagem de Marília pelo Triângulo Mineiro foi vista por lideranças locais como um movimento estratégico de aproximação regional. A região é considerada uma das mais importantes politicamente no estado e deve ter peso relevante na formação das alianças para 2026.
Além de agendas políticas e encontros com lideranças, a pré-candidata também buscou reforçar um discurso voltado ao desenvolvimento regional, infraestrutura e fortalecimento econômico.
Nos bastidores, a avaliação é que a disputa ao Senado em Minas ainda está completamente aberta, principalmente pela quantidade de nomes que devem entrar no jogo nos próximos meses.
Ao mesmo tempo, analistas políticos enxergam que o segundo voto pode acabar sendo decisivo para candidaturas que consigam dialogar fora da própria bolha ideológica.
Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro. Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.
