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Regionalzão – Maior portal do interior de Minas > Notícias > Poder > Poder Entrevista > Mateus Simões aposta no Triângulo e promete governo fora de BH
Poder Entrevista

Mateus Simões aposta no Triângulo e promete governo fora de BH

Vice-governador detalha investimentos em Uberlândia, defende regionalização do Estado e projeta cenário eleitoral em Minas

Adelino Júnior
Por
Adelino Júnior
Publicado 14 de fevereiro de 2026, 6:00
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O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, esteve em Uberlândia para uma agenda intensa de anúncios, reuniões políticas e entregas regionais. Em entrevista à Coluna Poder, ele falou sobre investimentos em saúde, a relação com o prefeito Paulo Sérgio, a leitura do Triângulo Mineiro como eixo estratégico do Estado e os bastidores da sucessão estadual.

Conteúdo
  • Uberlândia como referência regional
  • Governar Minas a partir das regiões
  • Bastidores partidários e sucessão
  • Cleitinho, direita e risco eleitoral
  • Copasa, privatização e responsabilidade fiscal
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Simões deixou claro que a passagem por Uberlândia vai além do simbolismo político. “Tem anúncios importantes hoje para a saúde. São oito novos postos, de diferentes portes, caminhando para 100% de cobertura de UBS”, afirmou.

Além da ampliação da rede física, o vice-governador destacou uma mudança prática no atendimento. “Uberlândia será uma das poucas cidades do Estado em que o paciente já sai da unidade com o medicamento. Isso muda a lógica do atendimento básico”, disse.

Uberlândia como referência regional

Ao comentar a relação com o prefeito Paulo Sérgio, Simões fez questão de destacar a parceria política e administrativa. “Conheço hoje muito melhor os problemas e as soluções de Uberlândia graças à forma como o Paulo conduz a cidade”, afirmou.

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Ele também comparou o cenário local com sua própria trajetória como vice que se prepara para assumir o comando do Estado. “Me inspira o modelo de sucessão. Aqui houve continuidade, diálogo e planejamento”, analisou.

Na leitura de Simões, o Triângulo Mineiro funciona, na prática, como um Estado dentro do Estado. “Tudo se resolve em Uberlândia. Ituiutaba, Gurinhatã, Santa Vitória… é como se fosse uma capital regional”, disse.

Governar Minas a partir das regiões

O vice-governador reconheceu que há um sentimento histórico de distanciamento entre o interior e Belo Horizonte. “Essa ideia de governar Minas de dentro da capital é um equívoco. O governo precisa estar presente nas regiões”, afirmou.

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Simões foi além e antecipou um movimento simbólico. “Nos primeiros 100 dias do meu mandato, vocês não vão me ver em Belo Horizonte. O interior precisa da presença do governador”, disse.

Para ele, a regionalização do Estado precisa ser revista. “Hoje cada área divide Minas de um jeito. Saúde, educação, polícia, DER… isso gera confusão e prejudica o planejamento”, avaliou.

Bastidores partidários e sucessão

Questionado sobre o PSD e o alinhamento nacional, Simões reforçou que Minas terá palanque único. “O compromisso é claro: em Minas, o líder do PSD e do Novo é o governador Romeu Zema”, afirmou.

Sobre mudanças no comando do União Brasil em Minas, o vice-governador minimizou ruídos. “Tenho a palavra dos presidentes nacionais. Política muda, mas ninguém mudou a conversa comigo até agora”, disse.

Ele também comentou a possível movimentação do senador Rodrigo Pacheco. “Se ele se filiar ao União, não será candidato a governador. Esse compromisso está dado”, avaliou.

Cleitinho, direita e risco eleitoral

Ao falar sobre o senador Cleitinho, Simões adotou um tom cauteloso. “A candidatura dele não assusta, mas preocupa, porque praticamente leva a eleição para o segundo turno”, disse.

Segundo ele, a divisão do campo da direita pode abrir espaço para a esquerda. “Unificada, a direita em Minas é muito mais forte. Fragmentada, flerta com o risco”, analisou.

Simões também diferenciou Lula do PT no eleitorado mineiro. “O Lula tem voto em Minas, o PT não. A esquerda está muito enfraquecida no Estado”, afirmou.

Copasa, privatização e responsabilidade fiscal

Um dos pontos mais duros da entrevista foi a avaliação sobre a Copasa. “A Copasa é uma péssima prestadora de serviço. O problema não é dinheiro, é velocidade”, afirmou.

Simões defendeu a privatização como caminho para destravar investimentos e garantir fiscalização mais rigorosa. “Hoje o Estado fiscaliza a si mesmo. Isso não funciona”, disse.

Ele garantiu que não haverá aumento descontrolado de tarifas. “Quem define preço é o regulador. O compromisso é com universalização da água e do esgoto dentro do marco legal”, afirmou.

Ao final, Simões reforçou que o próximo governador encontrará um Estado equilibrado, porém limitado. “Não há espaço para ideias mirabolantes. Minas exige responsabilidade”, concluiu.


Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.

Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

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