O prefeito de Uberlândia, Paulo Sérgio (PP), afirmou que o Projeto Rondon é a principal aposta da gestão para resolver de forma definitiva os recorrentes alagamentos na avenida Rondon Pacheco, um dos principais corredores viários da cidade. O tema foi detalhado durante entrevista ao programa Poder Entrevista.
Segundo o prefeito, o projeto já está concluído do ponto de vista técnico e prevê um conjunto de intervenções estruturais voltadas à contenção e ao retardo do escoamento das águas pluviais que chegam à região da avenida.
“Não é uma obra simples, nem barata, mas é uma solução definitiva. A Rondon passa sobre o Córrego São Pedro e recebe contribuição de vários outros córregos. Se não atacar o problema na origem, ele nunca será resolvido”, afirmou.
Reservatórios subterrâneos e controle das águas
De acordo com Paulo Sérgio, o Projeto Rondon prevê a construção de grandes bacias de contenção subterrâneas, que funcionarão como reservatórios temporários durante períodos de chuva intensa.
Entre as principais intervenções previstas estão:
- reservatório subterrâneo sob o estacionamento da Prefeitura;
- ampliação da capacidade de retenção da represa existente no Parque do Sabiá;
- bolsão de contenção sob o estacionamento do Teatro Municipal;
- reservatório sob o campo da Faculdade de Educação Física, na Rondon Pacheco;
- novas estruturas subterrâneas abaixo da avenida para controle do fluxo das águas.
O objetivo é retardar o escoamento da água da chuva, evitando que grandes volumes cheguem simultaneamente à parte mais baixa da avenida, onde ocorrem os alagamentos.
“A água entra nesses bolsões, fica armazenada temporariamente e depois é liberada de forma controlada”, explicou.
Integração com o projeto do Córrego Lagoinha
O prefeito destacou que o Projeto Rondon está diretamente ligado às intervenções previstas no Córrego Lagoinha, outro ponto crítico do sistema de drenagem urbana.
Segundo ele, uma represa já foi construída na região do Camaru em 2024 e outras seis represas estão previstas, com processo licitatório em andamento.
“As obras do Lagoinha são fundamentais. Sem isso, não adianta mexer apenas na Rondon”, afirmou.
Investimento elevado e busca por recursos
O custo estimado para a execução completa do Projeto Rondon gira em torno de R$ 500 milhões. Paulo Sérgio afirmou que a Prefeitura trabalha em diferentes frentes para viabilizar os recursos necessários.
Entre as alternativas em estudo estão:
- financiamentos federais;
- recursos do Ministério das Cidades;
- operações com organismos internacionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID);
- parcerias com o governo federal e o governo de Minas Gerais.
“Não é uma obra que se faz apenas com recursos próprios do município. Exige articulação política e acesso a grandes linhas de financiamento”, disse.
Marca de gestão
Paulo Sérgio reconheceu que resolver o problema histórico das enchentes na Rondon Pacheco seria um marco da gestão.
“Como engenheiro, é um sonho. E como gestor, seria uma marca histórica para Uberlândia”, afirmou.
Segundo ele, o projeto não foi uma promessa de campanha, mas passou a ser tratado como prioridade diante da maturidade técnica dos estudos e da possibilidade de captação de recursos.
Entrevista completa
📺 Assista à entrevista completa com o prefeito Paulo Sérgio no Poder Entrevista:
Conteúdo da Coluna Poder, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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Com a implantação de painéis e sirene, e a população ciente que a Av.Rondon Pacheco, pode alagar, penso que é desnecessário esse investimento.