Queijinho afirma que projeto limita, e não amplia, a circulação de cavalos em Uberlândia

Após repercussão da proposta aprovada pela Câmara, vereador diz que objetivo é regulamentar uma prática que já ocorre na cidade e estabelecer limites para os grupos de cavaleiros.

Adelino Júnior

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A aprovação, do projeto que altera as regras para circulação de animais de grande porte no perímetro urbano de Uberlândia provocou intenso debate nas redes sociais. Diante da repercussão, o vereador Antônio Augusto Queijinho (PSDB), autor da proposta, concedeu entrevista ao Regionalzão para esclarecer o alcance da medida e afirmou que o texto não amplia a circulação de cavalos na cidade, mas estabelece limites para uma prática que, segundo ele, já acontece há anos.

De acordo com o parlamentar, a proposta foi interpretada por parte da população como uma liberação irrestrita da circulação de cavalos pelas ruas, algo que ele nega.

“Primeiramente dizer que não é bem assim. Não é liberar cavalos pelas ruas de Uberlândia. Na verdade, é regulamentar uma coisa que já acontece. As pessoas que são criadores, os amantes de cavalgada, já transitam com seus animais pelas ruas de Uberlândia.”

Projeto cria regras para uma prática já existente

Segundo Queijinho, o objetivo do projeto é justamente criar critérios para uma atividade que hoje ocorre sem uma regulamentação específica.

O vereador destaca que o texto estabelece um limite máximo de participantes, define os dias em que a circulação poderá ocorrer e restringe o trajeto à área dos bairros, excluindo a região central.

“Meu projeto de lei traz tão somente a quantidade máxima de até 20 cavaleiros nas ruas, aos sábados, domingos e feriados, e longe do centro da cidade, sempre nos bairros.”

Na avaliação do parlamentar, a legislação aprovada em primeira discussão não amplia o número de cavaleiros nas vias públicas. Pelo contrário, cria um teto para uma realidade que, segundo ele, já é observada no município.

“As pessoas andam com muito mais quantidade de animais na rua do que vinte. Nós estamos colocando uma regra básica e uma média de animais nas ruas que a gente vê em Uberlândia.”

Bem-estar animal também é argumento

Durante a entrevista, Queijinho afirmou que a própria legislação municipal já permite a criação de animais de grande porte dentro do perímetro urbano. Por isso, na visão dele, também é necessário disciplinar a circulação desses animais.

“Já existe uma lei que permite a criação de animais dentro do perímetro urbano. Ora, se permite a criação de animais, é logicamente que esses animais também têm o direito de transitar.”

O vereador também defendeu que o deslocamento faz parte do bem-estar dos cavalos.

“O cavalo não pode ficar preso dentro da baia. O cavalo tem que andar.”

Ao responder sobre a circulação em vias públicas, ele voltou a reforçar que a proposta não trata de uma liberação ampla.

“Não é nas ruas. É tão somente nos bairros e regulamentar o que já acontece em Uberlândia.”

O que prevê o projeto

O Projeto de Lei Ordinária nº 1124/2026 foi aprovado em primeira discussão e votação simbólica pela Câmara Municipal de Uberlândia.

O texto altera a Lei Municipal nº 14.644/2025 e autoriza a circulação de animais de grande porte em grupos de até 20 cavaleiros, exclusivamente aos sábados, domingos e feriados, fora da região central da cidade e desde que os animais não estejam em situação de risco ou de maus-tratos.

Como foi aprovado apenas em primeira discussão, o projeto ainda precisa passar pelas demais etapas da tramitação legislativa antes de seguir para sanção ou veto do prefeito.

Debate continua

A proposta dividiu opiniões desde que foi aprovada. Enquanto apoiadores afirmam que a iniciativa apenas organiza uma prática tradicional já existente em alguns bairros e áreas rurais próximas ao perímetro urbano, críticos demonstram preocupação com a segurança no trânsito, o bem-estar animal e a circulação de animais em vias públicas.

Com a repercussão, o autor do projeto decidiu se manifestar publicamente para reforçar que, em sua avaliação, o texto estabelece limites e não representa uma ampliação da circulação de cavalos na cidade.

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