A deputada federal Dandara (PT) afirmou que o Partido dos Trabalhadores ainda não definiu oficialmente quem será o palanque do presidente Lula em Minas Gerais, mas confirmou que as articulações já estão em curso e envolvem diferentes forças políticas do campo governista.
Segundo a parlamentar, o partido dialoga com nomes que hoje orbitam a base do governo federal no estado, ao mesmo tempo em que mantém aberta a possibilidade de uma candidatura própria do PT.
“Nós estamos conversando com todos os setores que estão hoje na base do governo do presidente Lula em Minas Gerais”, afirmou durante entrevista ao Poder Entrevista.
Articulações em andamento
Entre os nomes citados por Dandara estão o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, o ministro Alexandre Silveira, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil e o ex-presidente da Câmara Municipal da capital, Gabriel Azevedo.
A deputada explicou que o momento ainda é de testes políticos e construção estratégica, sem definição antecipada de palanque.
“A política não é sobre largar na frente. É sobre estratégia, tática e construção de um projeto sólido”, avaliou.
Dandara também ressaltou que Minas Gerais tem peso decisivo no cenário nacional e exige cautela na definição do projeto eleitoral.
“Minas é a síntese do Brasil. Quem ganha em Minas, ganha no Brasil. Por isso, a definição precisa ser muito bem construída”, disse.
PT não descarta candidatura própria
Apesar das conversas com aliados, a deputada afirmou que o PT mineiro também trabalha internamente com seus próprios quadros e realiza pesquisas para avaliar viabilidade eleitoral.
Entre os nomes do partido citados por ela estão a prefeita de Contagem, Marília Campos, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, além dos deputados federais Reginaldo Lopes, Miguel Ângelo e Ana Pimentel.
“O PT de Minas tem quadros fortes, bem avaliados e com capacidade de liderar um projeto estadual”, afirmou.
Comparação com a direita
Ao comparar o cenário da esquerda com o campo da direita em Minas, Dandara afirmou que, ao contrário das disputas públicas observadas entre pré-candidatos conservadores, o PT busca construir unidade antes de oficializar nomes.
Segundo ela, o lançamento antecipado de pré-candidaturas não garante vantagem eleitoral.
“Nem sempre quem larga na frente vence a corrida. A política é muito mais sobre construção do que sobre anúncio”, avaliou.
Pacheco aparece como nome competitivo
Questionada sobre Rodrigo Pacheco, Dandara afirmou que o senador aparece como um nome competitivo dentro desse processo de construção.
“Ele tem legitimidade, respeito e uma trajetória consolidada em Minas Gerais”, afirmou.
Apesar disso, a deputada reforçou que o cenário segue aberto e que a decisão final dependerá da consolidação de alianças e do projeto que será apresentado ao eleitor mineiro.
👉 A entrevista completa, com a análise do cenário político mineiro, bastidores das articulações e avaliação do governo Lula, está disponível no Poder Entrevista.
