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Regionalzão – Maior portal do interior de Minas > Notícias > Poder > Políticos de algoritmo: decreto, like e esquecimento
Poder

Políticos de algoritmo: decreto, like e esquecimento

De balões inexistentes a tragédias nacionais, como representantes surfam modismos e crises para propor leis e decretos que logo caem no esquecimento

Adelino Júnior
Por
Adelino Júnior
Publicado 26 de junho de 2025, 8:54
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Na era da hiperconectividade, uma nova espécie de representante público tem ganhado força: os “políticos de algoritmo”. São gestores e legisladores que moldam suas decisões conforme os trending topics, monitorando em tempo real o humor das redes sociais — e respondendo a ele com projetos de lei, decretos ou declarações relâmpago.

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O caso mais recente veio de Divinópolis (MG), onde o prefeito Gleidson Azevedo (Novo) decretou a proibição do balonismo na cidade após a comoção nacional causada por um acidente com balão em Santa Catarina. Detalhe: Divinópolis sequer registra voos de balão. A medida foi encarada como um gesto vazio, feito sob medida para gerar manchetes e cliques — e não para resolver um problema real da cidade.

Outro caso notável é o do deputado federal André Janones (Avante-MG), que se consagrou como um dos maiores exemplos desse perfil. Janones se destacou durante a greve dos caminhoneiros em 2018 e ganhou ainda mais notoriedade durante a pandemia, ao liderar campanhas em defesa do Auxílio Emergencial. Frequentemente, ele define seus posicionamentos com base em enquetes feitas nas redes sociais. Em uma delas, chegou a mudar seu voto sobre a privatização dos Correios após ver o resultado da enquete.

Casos assim se repetem. O massacre em Suzano (SP), em 2019, motivou projetos que buscavam proibir videogames violentos, apesar da falta de evidência científica. Após o acidente com balão em Santa Catarina, deputados propuseram endurecer regras para a atividade que já é regulada pela ANAC. Na onda ecológica, surgiram dezenas de propostas contra canudos, sacolas e plásticos em geral — algumas sem estudo de viabilidade.

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Fora do Brasil, esse comportamento também se manifesta. Em Nova York, por exemplo, um projeto de lei tentou alterar a embalagem das cápsulas de detergente Tide Pods após vídeos virais de jovens ingerindo o produto como desafio nas redes.

Por padrão, a grande maioria desses projetos de lei e decretos motivados por eventos do momento não avança no processo legislativo ou na implementação prática. Eles são criados com validade simbólica e imediata, muitas vezes apenas para atender ao clamor popular nas redes. Passado o impacto inicial, caem no esquecimento, são arquivados ou simplesmente ignorados pelo restante do Legislativo.

Quer exemplo?

  • Desafio da Baleia Azul (2017–2018) Parlamentares sugeriram tipificação penal e controle de redes sociais. Nenhuma das propostas teve aprovação. A pauta sumiu quando o caso deixou os trendings.
  • Aumento do diesel / greve dos caminhoneiros (2018) Houve promessas de política de preços, isenções e pautas emergenciais, mas nada sistêmico foi implementado. O tema foi explorado por diversos parlamentares que, depois, abandonaram a causa. Hoje, o preço do diesel é o dobro do que era na época — e o assunto praticamente desapareceu da pauta política.
  • Vacina obrigatória x liberdade individual (2021) Durante a pandemia, vários PLs queriam tornar vacinação obrigatória (ou proibir essa obrigatoriedade). Quase todos foram arquivados ou perderam relevância com o fim da emergência.

O fenômeno levanta uma questão incômoda: até que ponto o político deve responder às demandas imediatas do algoritmo? E quando essa sensibilidade se transforma em oportunismo? Projetos feitos no calor da comoção, sem estudo ou planejamento, acabam muitas vezes engavetados — mas já cumpriram seu papel: aparecer.

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Na política de algoritmo, a reação vale mais que a solução. Mas o algoritmo muda. O que viraliza hoje será esquecido amanhã. A legislação, os gastos públicos e as prioridades reais — essas permanecem. E aí fica a pergunta: estamos sendo governados por representantes ou por influenciadores digitais de mandato?


Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.

Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

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