Maykon Henrique Delfino Borges Cruz, 38 anos, economista, é natural de Minas Gerais e tem Uberlândia como cidade-base. Empresário de origem humilde, ganhou projeção ao fundar, em 2012, a associação habitacional Habitaeng, voltada à viabilização de projetos de moradia popular. Há 13 anos atua diretamente na pauta habitacional, antes mesmo de ingressar no debate eleitoral.
Partido e posicionamento político
Filiado ao MDB, Maykon se define como um nome de centro, com forte inclinação a pautas sociais. A escolha pelo partido, segundo ele, se deu pela abertura ao diálogo e pela centralidade do tema da habitação dentro do MDB, que hoje comanda o Ministério das Cidades. O discurso combina defesa da democracia, responsabilidade fiscal e presença ativa do Estado como indutor do desenvolvimento.
Projeto eleitoral
Maykon é pré-candidato a deputado federal. A decisão pelo cargo passa, principalmente, pela leitura de que a política habitacional depende de articulação nacional e de recursos federais. Sua base eleitoral prioritária está no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, com expansão para o Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha, regiões onde a Habitaeng já atua com projetos em andamento.
Bandeiras e discurso
A moradia popular é o eixo central da pré-candidatura. Ao redor dela, orbitam duas outras frentes: geração de emprego e renda e facilitação do acesso a programas sociais. O discurso é pragmático, ancorado na experiência técnica e na crítica à ausência de uma política estadual estruturada para a habitação. Maykon costuma destacar que Minas Gerais é o único estado sem uma Secretaria específica para o setor, o que, na sua visão, trava a execução do Minha Casa, Minha Vida em vários municípios.
Lideranças e articulações
Nos bastidores, o pré-candidato afirma manter diálogo frequente com Jader Filho, além de contar com o apoio de Baleia Rossi e Newton Cardoso Jr.. Cita ainda referências históricas do campo democrático, como Luiz Inácio Lula da Silva, Tancredo Neves, Zaire Rezende e Ulysses Guimarães, e nomes da nova geração política, como Gabriel Azevedo.
Leitura de cenário
Maykon avalia que há espaço eleitoral para candidaturas fora da polarização ideológica. Aposta em um eleitor cansado do embate permanente e mais interessado em soluções concretas, especialmente famílias pressionadas pelo alto custo do aluguel. O principal desafio, segundo ele, é convencer o eleitor de que é possível fazer política com entrega real e foco em resultados.
Análise da Coluna Poder
A pré-candidatura de Maykon Delfino se diferencia pelo recorte temático claro. Moradia não é uma bandeira acessória, mas o eixo estruturante do projeto. Isso traz força e, ao mesmo tempo, impõe limites. O potencial eleitoral depende da capacidade de transformar uma pauta técnica em narrativa política competitiva. O MDB oferece musculatura partidária e capilaridade, mas o desafio será converter atuação associativa em voto, especialmente em regiões onde a disputa federal costuma ser fragmentada e altamente pulverizada.
Status da pré-candidatura
O projeto está em consolidação. Há alinhamento partidário, discurso definido e base territorial mapeada. O avanço dependerá da ampliação do reconhecimento público e da capacidade de se inserir no debate regional para além da habitação, sem perder o foco que sustenta sua identidade política.
No tabuleiro do Triângulo Mineiro, Maykon Delfino aparece como um nome que foge do roteiro tradicional. Técnico, jovem e com pauta específica, tenta ocupar o espaço entre o eleitor socialmente sensível e o cansaço com a polarização. Resta saber se a moradia, tema urgente e estrutural, será suficiente para levá-lo da militância setorial ao plenário da Câmara Federal.

Matéria integrante do projeto Pré-candidatos, da Coluna Poder, no portal Regionalzão Notícias.
