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Regionalzão – Maior portal do interior de Minas > Notícias > Poder > Produzir mais ou legislar melhor? O que dizem os números da Câmara de Uberlândia
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Produzir mais ou legislar melhor? O que dizem os números da Câmara de Uberlândia

Levantamento revela perfil da atuação dos vereadores em 2025 e reacende debate sobre produtividade e impacto legislativo

Adelino Júnior
Por
Adelino Júnior
Publicado 15 de dezembro de 2025, 6:00
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A Câmara Municipal de Uberlândia encerrou 2025 com números expressivos de produção legislativa. Ao todo, foram 36.627 matérias protocoladas ao longo do ano. O volume chama atenção. Mas, por trás da quantidade, os dados oficiais levantam uma pergunta incômoda nos bastidores do Legislativo: produzir mais significa, necessariamente, legislar melhor?

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O levantamento, obtido a partir do sistema interno da Câmara, detalha a produção por tipo de matéria e por autor. E revela um padrão claro: a maior parte da atividade parlamentar está concentrada em requerimentos e indicações, instrumentos que ajudam a dar visibilidade a demandas locais, mas que não criam leis nem obrigam o Executivo a agir.

Funciona assim: uma indicação é, na prática, o vereador formalizando um pedido à Prefeitura — como solicitar a instalação de um quebra-molas ou a limpeza de uma via. O pedido vira documento oficial, recebe número e entra na contabilidade do mandato, mas não obriga o Executivo a executar a ação. Se não houver interesse ou prioridade, nada acontece. Já projetos de lei seguem outro caminho: criam regras, alteram políticas públicas e exigem articulação política e enfrentamento de interesses.

Requerimentos e indicações dominam a pauta

Do total de matérias protocoladas em 2025, 20.647 foram requerimentos e 12.107 indicações. Juntas, essas duas categorias representam mais de 88% de toda a produção legislativa do ano.

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São instrumentos legítimos e previstos no regimento. Servem para cobrar informações, registrar demandas e pressionar o Executivo. Mas, na prática, não têm força normativa e não produzem efeitos estruturais por si só.

Mandatos hiperprodutivos e a lógica do volume

O levantamento também evidencia mandatos com produção extremamente elevada. Alguns vereadores ultrapassaram a marca de dois mil, três mil e até cinco mil protocolos em um único ano legislativo.

Nos bastidores, esse modelo é visto como uma estratégia política clara. Volume gera discurso. Gera relatório. Gera postagem em rede social. “É o tipo de número que impressiona, mas que precisa ser lido com lupa”, resume um interlocutor da própria Casa.

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O dado bruto, isolado, não diferencia atuação burocrática de protagonismo legislativo. Um mandato pode protocolar centenas de requerimentos e, ainda assim, não deixar nenhuma marca estrutural na legislação da cidade.

Produção qualificada é minoria

Quando o recorte avança para matérias de maior densidade legislativa — como Projetos de Lei Ordinária e Complementar, Projetos de Decreto Legislativo e Propostas de Emenda à Lei Orgânica — os números caem de forma significativa.

Essas iniciativas exigem mais preparo técnico, negociação política e disposição para enfrentar interesses. Também geram mais desgaste. Não por acaso, são minoria.

O dado reforça uma crítica antiga, feita inclusive por vereadores em conversas reservadas: o sistema incentiva quantidade, não qualidade.

Vereadores reunidos no plenário da Câmara Municipal de Uberlândia durante sessão legislativa, com painel eletrônico de votação ao fundo.
Sessão plenária na Câmara Municipal de Uberlândia durante votação de matérias legislativas em 2025. Foto: Aline Rezende

O que os números não mostram

Os dados não medem impacto social, execução das propostas nem a efetividade das matérias apresentadas. Também não diferenciam projetos aprovados dos arquivados ou ignorados.

Ainda assim, cumprem um papel relevante: expõem o modelo atual de funcionamento do Legislativo municipal. Um modelo altamente produtivo no protocolo, mas cauteloso — ou confortável — quando o assunto é legislar de forma estrutural.

A pergunta que fica, ao fim do levantamento, é menos sobre números e mais sobre prioridade. A Câmara quer ser lembrada pelo volume de matérias protocoladas ou pelo impacto das leis que produz?

Os dados consolidados permitem avançar para uma análise mais detalhada do perfil de atuação parlamentar, com a separação por tipo de matéria apresentada por cada vereador ao longo de 2025.

Produção legislativa por vereador em 2025

Vereador(a)TotalIndicaçõesRequerimentosProjetos de Lei*Emendas Impositivas
Abatenio Marquez1.0802607083920
Adriano Zago6312072892338
Amanda Gondim5411022723032
Anderson Lima5.6682.8942.6982125
Ângela do Postinho1.7045851.060547
Antônio Augusto Queijinho1.2732908165630
Antônio Carrijo6672353302236
Delegada Lia Valechi7562274052526
Dr. Igino1.1303945632647
Edinho Combate ao Câncer2.2119121.1555020
Elinho da Academia1.3713988721621
Fabão1.426335853845
Gláucia da Saúde29079160132
Ivan Nunes2.2127841.371933
Jair Ferraz7091324563642
Janaina Guimarães5492562241434
Liza Prado2.8145732.0199542
Neemias Miquéias19316811031
Nei Borges1.467564851621
Pezão do Esporte909176646915
Prof. Conrado Augusto523242382713
Prof. Ronaldo1.1092696052864
Ronaldo Tannús1.1702028116031
Sargento Ednaldo3.4291.2461.99144106
Sérvio Túlio9832935951934
Thais Andrade5571732941314
Zezinho Mendonça1.7204821.0588730

*Projetos de Lei incluem projetos ordinários e complementares.

Tabela elaborada com base em dados oficiais da Câmara Municipal de Uberlândia (2025).

Metodologia
Os dados utilizados nesta análise foram extraídos do relatório oficial “Matérias por Ano, Autor e Tipo – 2025”. Para a tabela de produção qualificada, foram considerados apenas Projetos de Lei Ordinária e Projetos de Lei Complementar, excluindo requerimentos, indicações, moções e emendas impositivas, por não produzirem efeito normativo direto ou por permitirem fracionamento livre de valores.”


Produção legislativa qualificada (apenas projetos de lei)

Para evitar distorções, a tabela abaixo considera somente projetos de lei (Projetos de Lei Ordinária + Projetos de Lei Complementar). As emendas impositivas ficaram de fora, já que podem ser fracionadas pelos vereadores, o que inflaciona comparações.

Vereador(a)Projetos de Lei (PLO+PLC)
Liza Prado101
Ronaldo Tannús61
Antônio Augusto Queijinho57
Edinho Combate ao Câncer50
Sargento Ednaldo46
Abatenio Marquez39
Jair Ferraz36
Amanda Gondim31
Prof. Ronaldo30
Dr. Igino28
Prof. Conrado Augusto27
Antônio Carrijo26
Delegada Lia Valechi25
Anderson Lima24
Adriano Zago21
Sérvio Túlio19
Elinho da Academia16
Janaina Guimarães14
Thais Andrade13
Neemias Miquéias10
Ivan Nunes9
Pezão do Esporte9
Fabão8
Nei Borges6
Ângela do Postinho5
Gláucia da Saúde1

Tabela elaborada com base em dados oficiais da Câmara Municipal de Uberlândia (2025).

Quando o critério deixa de ser apenas volume e passa a ser produção legislativa efetiva, o cenário muda. Os números mostram que a discussão sobre produtividade na Câmara Municipal de Uberlândia passa menos pela quantidade de protocolos e mais pelas escolhas políticas feitas ao longo do mandato: legislar exige enfrentamento, enquanto protocolar é confortável.


Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

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