A disputa por um cargo na Câmara de Uberlândia foi parar na Justiça e pode custar caro à vereadora Janaina Guimarães. Ela foi acionada por Dalva Maria Gonçalves Souza, ex-vigilante que atuou na campanha eleitoral de 2024 e alega ter sido levada a deixar seu emprego formal após, segundo afirma, receber a promessa de ser nomeada em cargo comissionado.
De acordo com a petição inicial, Dalva teria sido convidada para integrar a equipe da então candidata, com a suposta promessa de que, se eleita, Janaina a nomearia com salário de R$ 3 mil. A autora afirma ter trabalhado intensamente durante a campanha e diz que, confiando na palavra da vereadora, pediu demissão em dezembro de 2024, pouco antes da posse.
Segundo ela, após a posse, a vereadora teria se esquivado da nomeação, oferecido cargo com salário inferior e, mais tarde, a colocado em um ambiente de trabalho hostil. Dalva afirma ter sido excluída das atividades do gabinete e, após um único dia de trabalho, afirma que foi constrangida a pedir exoneração por escrito.
A autora anexou gravações de áudio ao processo, nas quais, segundo sua versão, Janaina reconheceria o compromisso de nomeação. O conteúdo também foi enviado ao Ministério Público Eleitoral.
O processo que tramita na 2ª Vara Cível de Uberlândia pede R$ 14.730,56 por danos materiais, relacionados a salários não recebidos e serviços prestados durante a campanha, além de R$ 50 mil por danos morais, totalizando R$ 64.730,56.
O que diz a vereadora?
Em nota enviada, a vereadora Janaina Guimarães afirmou que a autora “tenta através de clara má-fé criar situação inexistente desvirtuando a verdade dos fatos a fim de obter vantagem financeira indevidamente, motivada inclusive por questões políticas que ainda serão esclarecidas na defesa”.
Segundo a nota, Dalva foi nomeada no gabinete conforme a portaria 017/2025 e “em seguida solicitou sua exoneração, pedido este formalizado em carta apresentada pela própria autora”.
Este conteúdo integra a Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
