Toffoli suspende candidatura de Renan Santos à Presidência

Decisão foi tomada nesta segunda-feira (31); candidato do Missão afirma que medida “derruba uma campanha inteira” e tenta reverter determinação no TSE

Eloi Naves
RENAN SANTOS, DO MISSÃO

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O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu nesta segunda-feira (31) a candidatura de Renan Santos, do partido Missão, à Presidência da República. A campanha prepara uma medida judicial para tentar reverter a decisão.  

A determinação ocorre dois dias depois de Toffoli retirar da pauta do TSE o julgamento do pedido de registro da chapa formada por Renan Santos e pelo candidato a vice-presidente Aroldo Medina.

Segundo informações divulgadas pela Jovem Pan, Renan classificou a decisão como um “absurdo” e afirmou que se trata de uma medida tomada de ofício que, na avaliação dele, compromete toda a campanha presidencial. A equipe jurídica do candidato pretende apresentar um mandado de segurança para tentar derrubar a decisão. 

Toffoli apontou “indícios de ilicitude”

A situação envolvendo o registro de Renan Santos começou a ganhar novos contornos no sábado (29), quando Toffoli determinou a retirada do processo da pauta de julgamento.

O ministro apontou “indícios de ilicitude” relacionados às informações sobre as redes sociais utilizadas pela campanha. O pedido de registro da candidatura havia sido apresentado ao TSE em 7 de agosto. Posteriormente, em 19 de agosto, Renan Santos e Aroldo Medina apresentaram uma complementação informando 18 perfis em redes sociais. 

As regras eleitorais determinam que os candidatos informem à Justiça Eleitoral os endereços eletrônicos utilizados durante a campanha. A questão levantada por Toffoli envolve justamente a inclusão posterior dessas contas e o cumprimento das normas referentes ao uso dos perfis durante o período eleitoral. 

O julgamento do registro estava previsto para começar nesta segunda-feira (31), em plenário virtual do TSE, antes da retirada do processo da pauta.

Renan nega irregularidades

Antes da decisão desta segunda-feira, Renan Santos já havia negado irregularidades no registro da candidatura. O presidenciável afirmou que os perfis foram informados à Justiça Eleitoral e sustentou que houve problemas relacionados ao sistema utilizado pelo TSE.

A defesa também argumentou que a discussão envolvendo as redes sociais não deveria interferir na análise das condições de elegibilidade. A Procuradoria-Geral Eleitoral havia se manifestado favoravelmente ao registro da candidatura, considerando que Renan cumpria os requisitos legais para disputar a eleição. 

Agora, com a suspensão determinada por Toffoli, a campanha tenta reverter a medida judicialmente.

Renan disputa eleição pelo Missão

Renan Santos é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) e presidente nacional do Missão. Esta é a primeira eleição disputada por ele. A legenda oficializou sua candidatura à Presidência em julho. 

O registro da chapa foi protocolado no TSE em 7 de agosto. Aroldo Medina, tenente-coronel da reserva, foi escolhido como candidato a vice-presidente. Renan declarou patrimônio de R$ 795 mil à Justiça Eleitoral. 

Nas pesquisas mais recentes, Renan aparece com percentuais diferentes conforme o instituto. Na AtlasIntel, chegou a 7,6% das intenções de voto em cenário de primeiro turno, enquanto levantamentos de outros institutos registraram percentuais menores. 

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