O Triângulo Mineiro apareceu entre as regiões menos atendidas por emendas parlamentares estaduais em Minas Gerais. O dado faz parte de um levantamento publicado pelo portal O Fator, com base em informações abertas da Secretaria de Estado de Governo (Segov).
Segundo os números analisados pelo veículo, a média de recursos destinados ao Triângulo Mineiro ficou em cerca de R$ 56 por habitante durante a atual legislatura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), considerando os anos de 2024 e 2025.
O levantamento mostra uma forte desigualdade regional na distribuição dos recursos. Veja a média de emendas pagas por habitante em cada região de Minas Gerais:
- Região Metropolitana de Belo Horizonte — R$ 51 por habitante
- Vale do Rio Doce — R$ 196 por habitante
- Jequitinhonha e Mucuri — R$ 129 por habitante
- Noroeste — R$ 112 por habitante
- Zona da Mata — R$ 106 por habitante
- Sul de Minas — R$ 88 por habitante
- Alto Paranaíba — R$ 80 por habitante
- Centro-Oeste — R$ 76 por habitante
- Região Central — R$ 67 por habitante
- Norte de Minas — R$ 64 por habitante
- Triângulo Mineiro — R$ 56 por habitante
O valor contrasta diretamente com outras regiões do estado. O Vale do Rio Doce lidera o ranking, com média de R$ 196 por morador. Na prática, isso significa que a região recebeu quase quatro vezes mais recursos proporcionais que o Triângulo Mineiro.
A reportagem original, assinada pelo jornalista Gabriel Ronan, utilizou dados do Portal de Emendas Estaduais de Minas Gerais e levou em consideração apenas valores efetivamente pagos pelo Governo de Minas.
Região estratégica, mas com baixa participação
O dado chama atenção porque o Triângulo Mineiro concentra alguns dos principais polos econômicos de Minas Gerais, como Uberlândia, Uberaba, Araguari e Ituiutaba.
Mesmo assim, a região aparece abaixo de áreas historicamente menos desenvolvidas economicamente no estado.
Além do Vale do Rio Doce, também ficaram à frente do Triângulo regiões como Jequitinhonha e Mucuri, Noroeste, Zona da Mata, Sul de Minas e Alto Paranaíba.
Nos bastidores políticos, deputados estaduais costumam direcionar emendas principalmente para cidades onde possuem maior densidade eleitoral. O mecanismo virou uma das principais ferramentas de fortalecimento político regional dentro da ALMG.
O levantamento também reacende uma discussão recorrente no Triângulo Mineiro: a percepção de que a região arrecada muito para o estado, mas recebe menos investimentos proporcionais em comparação com outras partes de Minas.
Emendas viraram peça central da política mineira
As emendas parlamentares possuem execução obrigatória e são consideradas um dos principais instrumentos de influência dos deputados estaduais sobre o orçamento.
O levantamento de O Fator considerou tanto emendas individuais quanto transferências especiais, conhecidas como “emendas Pix”, modalidade que permite repasses diretos para municípios sem necessidade de convênio prévio.
Recentemente, o próprio Regionalzão mostrou que o Triângulo Mineiro também ficou entre as regiões menos atendidas pelas chamadas emendas Pix estaduais.
A diferença de distribuição entre regiões tende a alimentar ainda mais o debate político sobre representatividade regional na Assembleia Legislativa e o peso político das bancadas do interior mineiro.
“Quando o assunto é distribuição de recursos, fica evidente quais regiões possuem maior articulação política dentro do estado”, avaliou um interlocutor ouvido pela Coluna Poder.
Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro. Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.


O problema é que a população Aki do Triângulo NÃO SABE eleger candidatos COMPROMETIDOS com a região. Ficam debatendo política como se fosse futebol. Lambendo o saco do OSDELMO FALIDÃO e votando por CABRESTO. ACORDEM MANÉS