A tentativa de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do Banco Master já movimenta o Congresso Nacional — e também expõe como votaram os deputados federais do Triângulo Mineiro.
O requerimento mais robusto até o momento é o apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que já ultrapassou o número mínimo exigido de assinaturas. Ao mesmo tempo, há outros três pedidos distintos tramitando: uma CPI na Câmara, uma CPI no Senado e uma segunda proposta de CPMI apresentada por parlamentares de esquerda.
Ou seja: existem quatro iniciativas diferentes para investigar o caso. Mas é a CPMI encabeçada por Jordy que reúne maior apoio até agora e que serve de base para esta análise regional.
Como votaram os deputados do Triângulo Mineiro
Abaixo, o posicionamento dos deputados federais do Triângulo Mineiro exclusivamente em relação à CPMI apresentada no Congresso Nacional.
CPMI (pedido de Carlos Jordy – Congresso Nacional)
ASSINARAM
• Zé Vitor (PL) – Araguari/Uberlândia
• Ana Paula Leão (PP) – Uberlândia
• Greyce Elias (Avante) – Patrocínio
• Maurício do Vôlei (PL) – Iturama
• Weliton Prado (Solidariedade) – Uberlândia
NÃO ASSINARAM
• André Janones (Avante) – Ituiutaba
• Dandara (PT) – Uberlândia
• Zé Silva (Solidariedade) – Iturama
O placar regional mostra maioria favorável à instalação da comissão mista de inquérito no Congresso Nacional.
Divisões partidárias chamam atenção
O placar revela fissuras dentro das próprias legendas:
• No Avante, Greyce Elias assinou enquanto André Janones não aderiu.
• No Solidariedade, Weliton Prado assinou e Zé Silva ficou de fora.
• Dandara, do PT, manteve alinhamento com a base governista.
O movimento mostra que o debate ultrapassa linhas partidárias formais e reflete posicionamentos estratégicos individuais.
O que é a CPMI do Banco Master
Uma CPMI é formada por deputados e senadores e exige o apoio mínimo de 1/3 dos membros da Câmara e do Senado. No caso da proposta liderada por Jordy, o número de assinaturas já superou com folga o mínimo necessário.
A instalação, porém, depende da leitura do requerimento em sessão conjunta do Congresso Nacional pelo presidente da Casa.
Enquanto isso, outras propostas seguem paralelamente, o que pode gerar disputa política sobre qual modelo de investigação deve prevalecer.
Leitura política para o Triângulo
A maioria da bancada federal do Triângulo Mineiro posicionou-se a favor da abertura da CPMI, o que indica um recorte regional majoritariamente alinhado à oposição ao governo federal neste tema específico.
Ainda assim, o cenário mostra divisão interna e estratégia política diferenciada entre deputados da mesma sigla.
A depender da instalação formal da comissão, o tema tende a ganhar novos contornos e ampliar o debate nacional — com reflexos diretos na atuação parlamentar da região.
Coluna Poder • Conteúdo assinado por Adelino Júnior , jornalista e editor-chefe do Regionalzão, acompanhando os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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Dandara e Janones não querem a CPI, porque será né? Kk. É tão fácil descobrir quem é honesto no Brasil.