A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende alterar o modelo tradicional da escala 6×1 — seis dias trabalhados para um de descanso — começou a ganhar corpo na Câmara dos Deputados. E, no Triângulo Mineiro, três parlamentares já colocaram o nome na lista de apoio para que a proposta avance.
Assinar a PEC não significa voto definitivo a favor, mas é o gesto político que permite que o texto comece a tramitar oficialmente.
Quem assinou no Triângulo Mineiro
Entre os deputados federais com base eleitoral na região, assinaram a proposta:
• Dandara (PT/MG) – base em Uberlândia
• André Janones (Avante/MG) – base em Ituiutaba
• Weliton Prado (Solidariedade/MG) – base em Uberlândia
Os três parlamentares já têm histórico de atuação em pautas ligadas a direitos trabalhistas e categorias organizadas. A adesão à PEC dialoga diretamente com bases eleitorais, especialmente em cidades com forte presença do comércio e setor de serviços, como Uberlândia e Ituiutaba.
Quem ainda não assinou pode assinar?
Sim. Deputados que ainda não incluíram seus nomes podem aderir enquanto a proposta estiver na fase inicial de coleta de apoio.
Uma PEC precisa de pelo menos 171 assinaturas para começar a tramitar. Mesmo depois de alcançar esse número mínimo, outros parlamentares podem incluir apoio político antes da leitura formal em plenário.
Importante destacar:
• A assinatura não obriga voto favorável no mérito.
• O deputado pode retirar a assinatura antes da formalização definitiva.
• Após a tramitação começar oficialmente, novas assinaturas deixam de ter efeito prático.
Ou seja, parlamentares do Triângulo que ainda não se posicionaram publicamente ainda podem aderir — especialmente se o tema ganhar pressão popular.
O que está em jogo
A PEC busca alterar dispositivos constitucionais relacionados à jornada de trabalho. O debate envolve a possibilidade de reduzir a carga semanal ou reformular o modelo tradicional da escala 6×1, muito utilizado no comércio, supermercados, indústria e serviços.
Defensores argumentam que a mudança pode melhorar qualidade de vida e produtividade. Já críticos apontam risco de aumento de custos e impacto na geração de empregos.
Leitura política
No Triângulo Mineiro, o tema tem potencial de repercussão direta. A região possui forte atividade comercial e industrial, o que torna o debate sensível tanto para trabalhadores quanto para empresários.
A movimentação também antecipa o clima eleitoral de 2026. Pautas trabalhistas costumam mobilizar bases sindicais e eleitorado urbano. Quem assinou sinaliza alinhamento com essa agenda. Quem não assinou ainda pode ser cobrado a se posicionar.
A tramitação ainda passa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de eventual comissão especial e votação em dois turnos no plenário da Câmara.

Coluna Poder • Conteúdo assinado por Adelino Júnior , jornalista e editor-chefe do Regionalzão, acompanhando os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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