A saída do deputado federal Zé Silva da presidência estadual do Solidariedade em Minas Gerais movimentou os bastidores políticos nesta semana. O anúncio foi feito pelo próprio parlamentar em uma nota enviada a aliados e jornalistas, na qual ele confirma que deixa o comando do partido no estado após um período que classificou como “uma caminhada importante”.
Na mensagem, o deputado destacou os resultados alcançados durante sua gestão. Segundo ele, o Solidariedade teve desempenho expressivo nas eleições municipais de 2024 em Minas Gerais, elegendo um número recorde de prefeitos e vereadores.
“Tenho muito orgulho do que construímos juntos”, afirmou.
Apesar do tom de balanço positivo, a nota chamou atenção por outro trecho. Ao afirmar que iniciará “uma nova etapa na trajetória pública” nos próximos dias, Zé Silva abriu espaço para especulações sobre seus próximos passos na política.
Mudança de partido no radar
Nos bastidores de Brasília e de Minas Gerais, o movimento já vinha sendo comentado há algumas semanas. Interlocutores políticos apontam que o deputado mineiro estaria em conversas avançadas com o União Brasil, legenda que vem se movimentando para fortalecer sua bancada na Câmara Federal de olho nas eleições de 2026.
A eventual mudança também teria relação com a reorganização interna das forças partidárias no estado. O União Brasil busca ampliar sua presença em Minas, considerado um dos principais colégios eleitorais do país, e a chegada de parlamentares com base consolidada no interior é vista como estratégica.
Oficialmente, Zé Silva ainda não confirmou filiação a outra sigla. Na nota divulgada nesta semana, ele apenas afirmou que continuará atuando “com o mesmo compromisso de sempre” e que pretende seguir dialogando com diferentes setores políticos.
“A política é movimento. E é olhando para frente que seguimos construindo novos caminhos”, escreveu.
O que muda no tabuleiro político
A eventual saída de Zé Silva do Solidariedade pode provocar efeitos em cadeia na política mineira. Além da reorganização interna do partido no estado, a movimentação também impacta o desenho das chapas para a Câmara Federal nas eleições de 2026.
Deputados com base regional forte costumam ser peças importantes nas estratégias partidárias, especialmente em estados com eleitorado numeroso como Minas Gerais.
Na região do Triângulo Mineiro, outro nome que chegou a ser citado em especulações recentes foi o do deputado federal Weliton Prado. Nos bastidores, houve comentários sobre uma possível saída do parlamentar do Solidariedade. Fontes ouvidas pela coluna, porém, indicam que o cenário mais provável é o de permanência no partido.
Mais do que isso: interlocutores apontam que Weliton Prado pode ganhar ainda mais protagonismo na legenda em Minas Gerais, podendo inclusive assumir papel de comando no estado ou participar da construção de uma nova chapa competitiva para 2026.
Caso a mudança de Zé Silva se confirme, o movimento também reforça uma tendência observada nos últimos meses: a reorganização das siglas de centro em busca de maior competitividade no próximo ciclo eleitoral.

Coluna Poder • Conteúdo assinado por Adelino Júnior , jornalista e editor-chefe do Regionalzão, acompanhando os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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