As conversas entre PL e Republicanos para uma possível aliança em Minas Gerais seguem acontecendo nos bastidores, mas começam a apresentar sinais claros de desgaste político.
Em conversa com a Coluna Poder, o deputado federal Zé Vitor descartou a possibilidade de disputar como vice em uma eventual chapa liderada pelo Republicanos.
A declaração ocorre em meio ao aumento das especulações sobre uma composição envolvendo o senador Cleitinho Azevedo, nome que segue liderando levantamentos eleitorais dentro do campo da direita mineira.
Segundo Zé Vitor, o PL trabalha por uma composição política para 2026, mas sem discutir, neste momento, uma participação como vice.
PL resiste a papel secundário
Nos bastidores, a avaliação dentro do PL é de que o partido ganhou musculatura suficiente em Minas Gerais para não assumir uma posição secundária dentro da disputa estadual.
O crescimento político de nomes como Nikolas Ferreira e o fortalecimento da direita bolsonarista no interior fizeram o partido ampliar suas exigências nas negociações.
Além disso, integrantes da legenda avaliam que ainda existe indefinição sobre qual será, de fato, o projeto político do senador Cleitinho para 2026.
Enquanto parte do Republicanos trabalha sua pré-candidatura ao Governo de Minas, outros setores do partido defendem até mesmo a possibilidade de uma construção nacional.
Esse cenário tem dificultado o avanço das conversas.
Conversas continuam, mas sem definição
Apesar da negativa de Zé Vitor sobre a hipótese de vice, interlocutores afirmam que os diálogos entre PL e Republicanos seguem acontecendo.
A tendência, neste momento, é que os partidos tentem manter pontes abertas enquanto aguardam definições nacionais e estaduais da direita.
Nos bastidores, lideranças avaliam que a eleição mineira ainda está longe de uma consolidação.
Além de Cleitinho, o tabuleiro também envolve o grupo do governador Romeu Zema, que segue tentando manter influência na sucessão estadual.
A leitura entre aliados é de que ninguém quer antecipar movimentos definitivos neste momento.
Hoje, pelo menos cinco nomes aparecem na mesa das articulações envolvendo PL e Republicanos em Minas Gerais: Cleitinho Azevedo, Luís Eduardo Falcão, Flávio Roscoe, Vittorio Medioli e Zé Vitor.
Nos bastidores, a avaliação é de que desse grupo devem sair os nomes que irão compor a chapa de governador e vice-governador da direita mineira em 2026.
O impasse, porém, está justamente na construção do equilíbrio político entre os partidos.
Enquanto o Republicanos tenta manter protagonismo na cabeça de chapa, o PL resiste à ideia de ocupar apenas um espaço secundário dentro da composição.
Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro. Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

