Zema dobra aposta contra STF e promete intensificar críticas

Reação do ex-governador após ação no STF reforça estratégia de confronto político

Adelino Júnior
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A resposta veio rápida — e mais dura.

Após o ministro Gilmar Mendes acionar o colega Alexandre de Moraes pedindo investigação contra Romeu Zema no inquérito das fake news, o ex-governador mineiro não recuou. Pelo contrário. Dobrou a aposta.

Zema voltou a publicar o vídeo que motivou a reação do STF e intensificou o discurso contra os ministros, adotando um tom ainda mais confrontador.

“Se um teatro de fantoches é visto como ameaça, é sinal de que a carapuça serviu”, afirmou.

Escalada calculada

Em vídeo enviado à nossa equipe, Zema foi além e fez acusações diretas ao Supremo:

“Vou intensificar. O supremo hoje no Brasil tem sido a instituição de onde sai os piores exemplos da república”

“Aquilo ali deixou de ser o Supremo Tribunal Federal que nós conhecíamos e passou a ser um balcão de negócios”

A fala não é isolada. Ela se encaixa em uma estratégia que vem sendo construída nos últimos meses: endurecer o discurso contra o Judiciário e dialogar diretamente com uma base mais ideológica.

O fato novo no jogo político

Nos bastidores, o que chama atenção não é apenas a ação de Gilmar — mas a reação de Zema.

Em vez de adotar postura defensiva, o ex-governador transformou o episódio em combustível político. A decisão de republicar o conteúdo e ampliar as críticas indica uma estratégia clara: tensionar o debate com o STF e ocupar espaço no campo da direita nacional.

Esse movimento aproxima Zema de uma linha já explorada por outros nomes do espectro conservador, que utilizam o embate com a Corte como ativo político.

Risco calculado

O cálculo, no entanto, não é sem risco.

Ao elevar o tom, Zema amplia sua visibilidade e reforça sua identidade política, mas também se expõe a consequências jurídicas dentro de um inquérito sensível e conduzido diretamente por Alexandre de Moraes.

Por outro lado, o gesto também sinaliza que o ex-governador não pretende moderar o discurso — mesmo diante de pressão institucional.

O que vem pela frente

O episódio tende a escalar.

De um lado, o STF demonstra disposição para reagir a ataques considerados institucionais. De outro, Zema aposta na confrontação como estratégia de projeção nacional.

A disputa deixa de ser apenas jurídica e passa a ocupar, cada vez mais, o campo político.

Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro. Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

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