O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), pode ficar impedido de disputar as Eleições de 2026. O risco eleitoral ganhou força após o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitar que a Justiça mantenha a condenação que suspendeu os direitos políticos do ex-gestor por cinco anos. O pedido foi feito no processo de improbidade administrativa envolvendo a restrição de acesso a ruas e uma praça no bairro Mangabeiras.
O que motivou a condenação
Em agosto deste ano, Kalil foi condenado em primeira instância por suposta omissão enquanto prefeito. A Justiça entendeu que ele não tomou as medidas necessárias para cumprir decisões judiciais que determinavam a abertura de quatro ruas e uma praça públicas que vinham sendo utilizadas de forma restrita pela Associação Comunitária do Bairro Mangabeiras III, conhecida pela manutenção do espaço usado pelo chamado Clube dos Caçadores.
A sentença determinou:
- suspensão dos direitos políticos por cinco anos;
- pagamento de multa de R$ 100 mil por dano moral coletivo;
- proibição de firmar contratos com o poder público.
O que diz o Ministério Público
Em nova manifestação, o MPMG defende que a decisão seja mantida integralmente e argumenta que a utilização exclusiva de bens públicos pela associação possui “valor econômico”, representando prejuízo ao erário e potencial enriquecimento ilícito de terceiros. Por isso, o órgão pede que a Justiça considere também a existência de dano patrimonial.
Impacto para as Eleições 2026
Se a condenação for confirmada nas próximas etapas do processo, Kalil poderá ficar inelegível e, consequentemente, fora da disputa eleitoral de 2026. O cenário cria incertezas para o projeto político do ex-prefeito, um dos nomes mais conhecidos da capital mineira.
A defesa, entretanto, afirma que Kalil não está inelegível e destaca que o recurso contra a sentença ainda não foi julgado. Dessa forma, a decisão permanece sem efeito definitivo.
Situação atual do processo
A ação segue tramitando, e a Justiça ainda deverá analisar os recursos da defesa e as contrarrazões do Ministério Público. O resultado pode influenciar diretamente o tabuleiro eleitoral mineiro no próximo ano.



