Core Saúde MG, substituto do SUSFácil, apresenta instabilidade em Minas Gerais 

Sistema enfrenta falhas desde a implantação e leva a Assembleia Legislativa a cobrar esclarecimentos da Secretaria de Estado de Saúde.

Lorena Marques
Foto: Divulgação/Governo de Minas

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) cobra esclarecimentos do governo estadual sobre problemas no Core Saúde MG, novo sistema de regulação do SUS. A ferramenta substituiu o antigo SUSFácil em maio de 2026. No entanto, relatórios recentes apontam falhas operacionais, dados inconsistentes e instabilidades frequentes no atendimento de urgência.

Entenda as falhas relatadas no Core Saúde MG

Profissionais de saúde de diversas cidades, incluindo a capital Belo Horizonte, relatam falhas constantes no uso da plataforma. Segundo os trabalhadores, a base de dados apresenta inconsistências severas. Além disso, o sistema carece de ferramentas básicas para controlar e acompanhar a regulação de exames e transferências de urgência.

Outro gargalo crítico envolve a capacitação das equipes municipais. Os treinamentos oferecidos pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) foram insuficientes para garantir a operacionalização adequada da rede.

A ferramenta nasceu de uma parceria entre a SES-MG e o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LAIS/UFRN). Ela começou a operar no dia 19 de maio de 2026. Contudo, os problemas na transição continuam gerando gargalos e atrasos nas solicitações de pacientes em todo o estado.

ALMG exige respostas do Governo Estadual

Diante dos impactos diretos na população, a deputada estadual Lud Falcão apresentou o Requerimento nº 18.455/2026. A Mesa da Assembleia aprovou o pedido com rapidez nesta quarta-feira, 19 de agosto de 2026. A medida exige que o secretário de Estado de Saúde preste esclarecimentos detalhados sobre a situação.

Portanto, o governo estadual precisa responder aos questionamentos no prazo legal de 30 dias. A requisição solicita informações sobre o funcionamento do sistema, os problemas técnicos registrados e o plano de ação para normalizar os atendimentos do SUS. A fiscalização da ALMG visa assegurar a transparência e restabelecer a eficiência da regulação assistencial em Minas Gerais.

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