Servidores e professores do ensino superior estadual iniciam nesta quinta-feira (26/3) uma mobilização decisiva na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O objetivo central é o lançamento da campanha salarial de 2026, que denuncia o sucateamento das universidades estaduais. Atualmente, a categoria amarga uma perda salarial acumulada de 82,9% após mais de uma década sem reajustes reais.
A mobilização ocorrerá durante uma audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, no Auditório José Alencar, às 14 horas. A iniciativa partiu da deputada Beatriz Cerqueira (PT), que preside a comissão. O debate foca na valorização da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) — que possui unidades importantes em cidades como Ituiutaba — e da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).
Além da reposição das perdas, os sindicatos exigem a aprovação da autonomia universitária por meio da PEC 59/25. Os representantes afirmam que o Governo de Minas descumpre acordos firmados anteriormente. O Governo do Estado não concede reajustes salariais para a categoria há mais de dez anos, destacam os líderes sindicais sobre a gravidade da situação.

As pautas de reivindicação são extensas e incluem a realização de concursos públicos. Isso porque as instituições não realizam certames para professores há mais de uma década. A categoria pede a incorporação de gratificações ao vencimento básico e melhorias na assistência estudantil.
Entre as autoridades confirmadas estão Túlio Lopes, presidente da Aduemg, e Wesley Silva, presidente da Adunimontes. A reitora da Uemg, Lavínia Rodrigues, também deve participar das discussões para expor as necessidades estruturais das instituições.

