O senador Rodrigo Pacheco (PSD–MG) foi comunicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (17/11) de que não será indicado para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF, cujo nome de preferência ficou com o atual advogado-geral da União, Jorge Messias.
A decisão altera o cenário político em Minas Gerais: até então cotado como pré-candidato ao governo estadual nas eleições de 2026, Pacheco anunciou que não disputará o Palácio Tiradentes e que tem a intenção de encerrar sua carreira pública ao fim do mandato de senador, encerrando em 2026.
Vaga no STF
O presidente Lula reafirmou que pretende indicar Jorge Messias para a vaga no STF, afastando de vez a expectativa de que Pacheco ocupasse o assento.
Apesar de ter sido um dos nomes mais fortes para a Corte, apoiado inclusive dentro do Senado e por diversos partidos, Pacheco foi informado diretamente de que não será o escolhido.
E a corrida ao governo de Minas
Nos bastidores, Lula vinha articulando para que Pacheco se tornasse o candidato da base em Minas Gerais — a segunda maior colégio eleitoral do país — garantindo um palanque estratégico para o PT.
Com a desistência ou sinal mais claro de Pacheco em encarar a disputa, o PT e seus aliados agora correm para ativar um “plano B” em Minas, diante de um cenário que pode favorecer candidaturas do centro-direita ou da oposição.
O que Pacheco disse
Em entrevista, o senador afirmou que sua intenção é encerrar a vida pública ao final do mandato e avaliou que a mensagem que recebeu “foi respeitar a minha intenção de encerrar a vida pública”.
Ele disse ainda que a “decisão definitiva” dependerá de seus companheiros políticos em Minas Gerais e no Senado, mas que “há algum tempo” vinha se programando para esse encerramento de ciclo.
Consequências e desafios
Para o PT, a ausência de Pacheco como candidato em Minas representa uma necessidade urgente de encontrar uma liderança com capilaridade no estado — visto como chave para projeção nacional. Para Pacheco, o caminho agora parece apontar para uma saída gradual da política ativa e possivelmente para a aposentadoria da função pública.
O ambiente eleitoral em Minas passa a se configurar com maior incerteza, com a vedete de nova candidatura de esquerda recuada e o terreno aberto para o centro-direita ajustar suas peças.
O que acompanhar
- Quando será oficialmente divulgada a escolha de Jorge Messias para o STF e quais os efeitos dessa nomeação no tabuleiro político-institucional.
- Qual será o candidato/aliança que o PT montará em Minas Gerais para 2026, dado o vazio deixado pela não entrada de Pacheco.
- Como Pacheco irá estruturar os últimos meses de seu mandato; se haverá articulações para nova função ou transição política.



