Candidatura de Eduardo Cunha à Câmara deve enfrentar impugnação em Minas

Ex-deputado foi indicado pelo Republicanos para disputar uma vaga de deputado federal, mas parecer do Ministério Público Federal é contrário ao registro da candidatura

Eloi Naves
homem de oculos com terno azul gesticulando com a mão
Ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em entrevista para o Regionalzão.Foto: Regionalzão

A candidatura do ex-deputado federal Eduardo Cunha ao cargo de deputado federal por Minas Gerais deve enfrentar um obstáculo antes mesmo do início da campanha eleitoral. Embora tenha sido homologado pelo Republicanos durante a convenção estadual realizada em Belo Horizonte, no último dia 25 de julho, a expectativa é que seu registro seja impugnado pela Justiça Eleitoral.

Segundo informações de bastidores, a inelegibilidade de Cunha deverá ser confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) após o recebimento do parecer do Ministério Público Federal (MPF), que já se manifestou de forma desfavorável ao deferimento da candidatura.

A situação representa mais um capítulo da tentativa do ex-presidente da Câmara dos Deputados de retornar à vida pública. Eduardo Cunha está inelegível em razão de condenações decorrentes da Operação Lava Jato e tenta reverter os efeitos das decisões judiciais que o impedem de disputar eleições.

A candidatura de Cunha também esteve no centro das articulações internas do Republicanos em Minas Gerais. O ex-deputado chegou a protagonizar um embate político com o senador Cleitinho Azevedo durante o período de definições da chapa proporcional da legenda, mas acabou tendo seu nome aprovado na convenção estadual.

Bloqueio milionário

Além da discussão sobre sua elegibilidade, Eduardo Cunha voltou a ser alvo de decisões judiciais recentes. Em 6 de julho, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões em bens e contas do ex-deputado.

A medida foi tomada no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia Federal que apura supostas irregularidades na indicação de emendas parlamentares. Segundo a investigação, Cunha teria atuado na destinação de recursos públicos mesmo sem ocupar qualquer cargo eletivo.

O caso segue em apuração e ainda não há decisão definitiva sobre o mérito das acusações.

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário