A atuação da Zema Financeira, empresa pertencente ao grupo da família do governador Romeu Zema (Novo), voltou ao centro das discussões da CPMI do INSS. O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) apresentou um requerimento pedindo a quebra de sigilo bancário e fiscal da instituição e trabalha para pautar também a convocação do governador para prestar esclarecimentos na comissão.
Segundo o parlamentar, a investigação busca apurar a autorização concedida à Zema Financeira para operar empréstimos consignados a aposentados e pensionistas por meio de um processo totalmente digital. A modalidade, de acordo com Correia, teria “alto potencial de fraude” e demandaria aprofundamento nas operações da empresa.
Correia argumenta que a apuração deve verificar possíveis conflitos de interesse, “favorecimento indevido”, tráfico de influência e eventual uso político de decisões administrativas que possam ter beneficiado a financeira da família do governador. O deputado afirma que a análise dos dados sigilosos é necessária para rastrear eventuais irregularidades ou movimentações incompatíveis com as práticas do setor.
O pedido de quebra de sigilo já foi protocolado, mas ainda depende de votação. A convocação de Zema também aguarda inclusão na pauta da CPMI, decisão que cabe ao presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Se aprovada, será a primeira vez que o governador de Minas poderá ser chamado a depor na investigação que apura irregularidades nos consignados do INSS.
A Zema Financeira é uma das empresas do Grupo Zema, conglomerado do qual o governador foi dirigente antes de entrar para a vida pública. A companhia não se manifestou oficialmente sobre o pedido apresentado na CPMI.



