Eduardo Bolsonaro tem apartamento levado a leilão por falta de pagamento

Imóvel em Brasília é avaliado em mais de R$ 1 milhão, mas lance inicial caiu para R$ 644 mil; ex-deputado está atualmente nos Estados Unidos após ser condenado a mais de 4 anos de prisão no Brasil.

Eloi Naves
Apartamento em leilão no Rio de Janeiro
Apartamento em leilão localizado em Brasília. Eduardo segue nos EUA após ser condenado a mais de 4 anos de prisão no Brasil.Foto: Google Street View

Um apartamento pertencente ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi levado a leilão por falta de pagamento do financiamento imobiliário. Localizado no Rio de Janeiro, o imóvel é avaliado em mais de R$ 1 milhão, mas poderá ser arrematado por um valor bem abaixo da avaliação.

Segundo informações divulgadas pelo Estado de Minas, o lance inicial é de aproximadamente R$ 644 mil. O apartamento foi adquirido por Eduardo Bolsonaro em 2017, por R$ 1 milhão. Na ocasião, ele financiou R$ 788 mil junto à Caixa Econômica Federal, em contrato com prazo de 35 anos. A prestação inicial era de R$ 9.743,29.

O leilão ocorre após a falta de pagamento das parcelas do financiamento. Em operações desse tipo, a inadimplência pode resultar na retomada do imóvel pela instituição financeira e, posteriormente, na venda para quitação da dívida.

O caso ocorre enquanto Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos. O ex-deputado foi condenado pelo STF, em 16 de junho, a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.

Nos Estados Unidos, Eduardo declarou publicamente que trabalha junto ao governo dos EUA para aplicar sanções ao Brasil. Em uma de suas falas, chegou a citar que se o cenário fosse de “terra arrasada”, se sentiria vingado.

Apartamento foi comprado em 2017

Eduardo Bolsonaro adquiriu o apartamento quando ainda exercia mandato de deputado federal. Do valor de R$ 1 milhão pago na época, R$ 788 mil foram financiados pela Caixa Econômica Federal.

Com a falta de pagamento das obrigações previstas no contrato, o imóvel acabou levado a leilão. Apesar da avaliação superior a R$ 1 milhão, o valor mínimo para arrematação caiu para cerca de R$ 644 mil.

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