O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, defendeu que as prefeituras sejam ouvidas de forma direta e efetiva nas discussões envolvendo a Copasa e o governo de Minas. A manifestação ocorreu durante audiência da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta segunda-feira (11).
Segundo Falcão, o debate sobre concessões, tarifas e possíveis mudanças no modelo de gestão não pode seguir “de cima para baixo”, ignorando quem convive diariamente com os problemas do abastecimento de água e do saneamento básico. “Os municípios são titulares do serviço e precisam ser protagonistas. Nada pode ser decidido sem que as cidades sejam ouvidas”, afirmou.
A audiência reuniu representantes do governo estadual, da Copasa e prefeitos de várias regiões, que relataram insatisfação com atrasos em obras, falhas no atendimento e falta de clareza sobre investimentos prometidos. Prefeitos também destacaram dificuldades para renegociar contratos considerados defasados.
Falcão reforçou que muitas cidades enfrentam problemas estruturais persistentes e que a AMM continuará pressionando para que o governo Romeu Zema adote uma postura mais transparente e cooperativa. Ele também defendeu que futuros contratos priorizem investimentos conforme as demandas de cada município, especialmente os mais afetados pela falta de água.
Deputados da comissão afirmaram que novas audiências devem ser convocadas para aprofundar o debate, com possível chamamento de diretores da Copasa e técnicos independentes.
Cenário político
Filado ao Novo, Falcão é hoje um dos nomes mais relevantes do partido em Minas e aparece entre as principais opções para compor a chapa majoritária nas eleições de 2026. Nos bastidores, é citado como um dos favoritos para ser candidato a vice-governador ao lado de Matheus Simões, que deixou o Novo recentemente e se filiou ao PSD, partido pelo qual deve disputar o governo do estado.


