O deputado federal Hélio Lopes, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, enviou um ofício à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo a convocação de Neymar para a próxima Copa do Mundo.
A iniciativa chamou atenção nas redes sociais e no meio político não apenas pelo teor do pedido, mas pelo simbolismo da ação: um parlamentar tentando interferir em uma decisão técnica de uma entidade privada do futebol brasileiro.
O episódio também ganhou repercussão pelo histórico recente do deputado na Câmara. Até o momento, Hélio Lopes acumula mais de 20 ausências não justificadas em sessões legislativas neste ano e ainda não apresentou protagonismo relevante em projetos de grande impacto nacional.
Além disso, o parlamentar não foi relator de projetos de destaque e também não ocupou relatorias em comissões consideradas estratégicas dentro da Câmara dos Deputados. Nos bastidores políticos, o envio do ofício à CBF acabou sendo tratado ironicamente como uma das ações de maior repercussão pública do deputado em 2026.
Nas redes sociais, usuários ironizaram o caso dizendo que “faltou só convocar coletiva para anunciar a escalação”. Outros comentários questionaram se o próximo passo seria parlamentares enviarem ofícios sugerindo titulares, mudanças táticas ou substituições durante partidas da Seleção Brasileira.
A CBF, no entanto, é uma entidade privada e possui autonomia administrativa e esportiva. Convocações são tradicionalmente definidas pela comissão técnica com base em desempenho, condição física e estratégia esportiva — não por manifestações políticas.
No documento enviado à entidade, Hélio Lopes argumenta que Neymar possui relevância esportiva e simbólica para o país. Ainda assim, a decisão final sobre a presença do jogador na Copa continua sendo exclusivamente técnica.
Mesmo convivendo com lesões recentes e debates sobre seu desempenho físico, Neymar segue como um dos principais nomes do futebol brasileiro e frequentemente aparece no centro das discussões envolvendo a Seleção.
Até o momento, a CBF não respondeu oficialmente ao ofício.

