O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, nesta quinta-feira (20), a indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeação preenche a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso e será publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
Jorge Messias é Advogado-Geral da União desde 1º de janeiro de 2023. É graduado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), mestre em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela Universidade de Brasília (UnB) e doutor pela mesma instituição, onde também atuou como professor visitante.
Ele já ocupou diferentes cargos estratégicos no Executivo federal, como subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil, secretário de Regulação e Supervisão do Ministério da Saúde e consultor jurídico do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também atuou na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e na Procuradoria do Banco Central.
A partir da indicação, o nome de Messias será submetido à sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, à votação no Plenário do Senado Federal.

Bastidores e impacto político
O fato ocorre em meio ao movimento envolvendo o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que sonhava com a indicação de Lula. Mesmo fora do comando da Casa, Pacheco permanece influente nas articulações políticas em Brasília e passou a ser tratado por setores do próprio PT como nome possível para disputar o governo de Minas em 2026. Essa movimentação reposiciona sua figura no tabuleiro nacional e cria um ambiente em que cada decisão no Senado — inclusive a sabatina de Messias — ganha peso adicional no cálculo eleitoral do partido.
A escolha de Messias vinha sendo tratada como uma das mais prováveis dentro do Palácio do Planalto. O perfil técnico, aliado ao trânsito político e à relação de confiança com Lula, pesou na decisão. Nos bastidores, auxiliares do governo apontam que a indicação fortalece a estratégia do presidente de consolidar um núcleo jurídico alinhado às pautas do Executivo.
Por outro lado, senadores da oposição já indicam que vão levantar questionamentos sobre a independência do futuro ministro, especialmente por sua atuação recente como chefe da AGU. A sabatina deve ser marcada por críticas quanto ao grau de proximidade com o governo.
Caso aprovado, Messias poderá permanecer no STF até os 75 anos, influenciando a Corte por duas décadas.
Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
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