O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu com indignação à recente decisão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. O colegiado aprovou a suspensão de 60 dias dos mandatos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). De acordo com o parlamentar mineiro, a medida representa um episódio lamentável para o Poder Legislativo brasileiro.
A punição ocorreu devido à ocupação da Mesa Diretora da Casa em agosto de 2025. Na ocasião, os parlamentares protestavam contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Através de suas redes sociais, o parlamentar desabafou sobre o ocorrido. Dia vergonhoso para o Parlamento hoje, escreveu o político no X (antigo Twitter).
Reação e desdobramentos na Câmara
Além disso, Nikolas Ferreira argumentou que a sanção foi aplicada apenas porque os colegas exerceram o direito de manifestação. Por outro lado, o relatório que embasou a suspensão aponta que o ato inviabilizou o funcionamento do plenário por 30 horas. Durante o protesto, os deputados se revezaram nas cadeiras da presidência, impedindo a realização de sessões ordinárias.
Em seus discursos de defesa, os punidos mantiveram a postura combativa. Se for preciso tomar a Mesa novamente em algum momento da história para defender quem me elegeu assim o farei, declarou Zé Trovão. Da mesma forma, Marcel van Hattem afirmou que repetiria a ação quantas vezes fossem necessárias. Já Marcos Pollon encarou a suspensão como uma espécie de “medalha”.
Consequentemente, a decisão gerou forte comoção nos bastidores. Zé Trovão chegou a chorar após o veredito, lamentando que seus funcionários ficarão sem vencimentos durante o período de suspensão. O placar da votação foi expressivo em todos os casos, superando os 13 votos favoráveis à punição sob a gestão de Hugo Motta.
Por fim, os parlamentares já anunciaram que vão recorrer à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Eles possuem um prazo de cinco dias úteis para protocolar o recurso. Nikolas Ferreira já se colocou à disposição para atuar no colegiado e tentar reverter o que chamou de decisão absurda. Não vamos normalizar parlamentar sendo punido por representar aquilo que milhões de brasileiros defendem e pensam, concluiu.

