O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta quarta-feira (12) que a demora do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) para definir seu futuro na disputa pelo Governo de Minas prejudicou as articulações políticas da direita.
Segundo Nikolas, o PL aguardou uma definição de Cleitinho e manteve aberta a possibilidade de uma composição caso o senador confirmasse sua candidatura ao Palácio Tiradentes. Diante da demora, porém, o partido decidiu seguir outro caminho e lançou o empresário Flávio Roscoe como candidato ao governo mineiro.
“Nós demos absolutamente todo o tempo para o Cleitinho decidir se viria ou não candidato a governador. Se ele viesse para governador, nós estaríamos juntos”, afirmou Nikolas.
O deputado disse ainda que os efeitos da indefinição ultrapassaram o cenário político de Minas Gerais. De acordo com ele, a demora também interferiu nas conversas entre PL e Republicanos em âmbito nacional.
“Essa demora em Minas Gerais acabou atrapalhando as articulações até mesmo em nível nacional”, declarou.
PL seguiu com Roscoe
Durante meses, Cleitinho foi tratado como uma possibilidade para reunir parte da direita mineira em uma candidatura única. Enquanto o senador adiava uma decisão, diferentes partidos mantiveram negociações em torno da formação das chapas para as eleições de outubro.
Com a falta de uma definição, o PL avançou com Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), como candidato ao Governo de Minas.
Apesar do desfecho das negociações, Nikolas afirmou que ainda considera que uma aliança entre Cleitinho e o PL seria eleitoralmente positiva.
“A composição de Cleitinho com PL seria, não tenho dúvidas, excelente”, disse.
Reviravoltas na candidatura
A candidatura de Cleitinho passou por uma série de mudanças nas últimas semanas. O senador, que apareceu na liderança de levantamentos eleitorais ao longo dos últimos meses, adiou a definição sobre sua participação na disputa e não compareceu à convenção estadual do Republicanos, realizada no fim de julho.
Posteriormente, Cleitinho manifestou publicamente o desejo de disputar o Governo de Minas, mas encontrou resistência na direção nacional do Republicanos. As idas e vindas provocaram novas reuniões entre o senador e dirigentes da legenda.
Após a direção nacional chegar a tratar a candidatura como “página virada”, as conversas foram retomadas e o Republicanos decidiu confirmar Cleitinho na disputa pelo Palácio Tiradentes.

