A possibilidade de o ministro Luís Roberto Barroso deixar o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda neste ano tem movimentado os bastidores políticos em Brasília e em Minas Gerais. Entre os principais nomes cotados para uma eventual vaga está o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que vê sua aproximação com a Corte ganhar força.
Insatisfação e indefinição de Barroso
Segundo apuração, Barroso estaria insatisfeito com o clima de tensão entre Brasil e Estados Unidos, especialmente após as sanções impostas pelo governo norte-americano ao ministro Alexandre de Moraes, que teriam atingido indiretamente sua família. Embora a aposentadoria compulsória no STF ocorra apenas aos 75 anos, Barroso, hoje com 67, estaria avaliando deixar o cargo antecipadamente.
Kassab abre caminho para Pacheco
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou publicamente que “o sonho legítimo” de Pacheco é chegar ao STF, reforçando que a saída de Barroso poderia abrir essa possibilidade. Com isso, Kassab praticamente descartou a candidatura do presidente do Senado ao governo de Minas Gerais em 2026 e passou a acenar para o atual vice-governador Mateus Simões (Novo) como alternativa de apoio na disputa estadual.
A movimentação gerou desconforto interno e deve provocar reações no diretório mineiro do partido.
Pressão e disputa partidária
O presidente estadual do PSD em Minas, Cássio Soares, foi direto: se Pacheco decidir disputar o governo, não será pelo partido. A declaração abre espaço para especulações sobre uma possível mudança do senador para o União Brasil, legenda comandada pelo senador Davi Alcolumbre, aliado próximo de Pacheco.
Tabuleiro político em Minas e no STF
A articulação em torno da possível saída de Barroso mexe com o cenário político mineiro e com a composição do STF. Ao abrir mão de disputar o governo estadual, Pacheco reforça seu nome para a Suprema Corte e deixa o PSD livre para buscar outras alianças eleitorais.
Enquanto isso, a decisão final de Barroso segue indefinida, mantendo em suspense tanto os planos de Pacheco quanto o equilíbrio interno do Supremo.

