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Regionalzão – Maior portal do interior de Minas > Notícias > Política > Projeto de lei em MG quer proibir uso de câmeras em uniformes e viaturas da polícia
Política

Projeto de lei em MG quer proibir uso de câmeras em uniformes e viaturas da polícia

Proposta do deputado Bruno Engler alega "vigilância excessiva" e risco ao sigilo operacional; texto veda aquisição e locação de equipamentos de gravação contínua

Carlos Cravinhos
Por
Carlos Cravinhos
Publicado 26 de fevereiro de 2026, 16:59
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Um novo projeto de lei protocolado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) pretende barrar a implementação de câmeras corporais e sistemas de gravação em viaturas das forças de segurança do estado. A proposta, de autoria do deputado estadual Bruno Engler, proíbe a “implantação, aquisição, locação ou utilização obrigatória” desses dispositivos em uniformes, coletes e capacetes de policiais militares, civis e penais.

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O texto do Projeto de Lei nº 5.181/2026, publicado no Diário do Legislativo nesta quinta-feira (26), surge em meio ao debate nacional sobre a eficácia do monitoramento da atividade policial, medida defendida por órgãos de direitos humanos e pelo Ministério Público como ferramenta de transparência e redução da letalidade.

Na justificativa do projeto, Engler, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, argumenta que o monitoramento permanente representa uma “forma intensa de vigilância funcional” que pode ferir o direito à intimidade e à dignidade do servidor público.

A imposição de monitoramento permanente […] representa forma intensa de vigilância, com potenciais reflexos psicológicos e institucionais, podendo afetar a liberdade técnica na atuação policial”, afirma o parlamentar no texto.

Foto: ALMG

Além da questão da privacidade dos agentes, o deputado elenca outros pontos contra o uso da tecnologia:

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  • Segurança Operacional: O risco de vazamento de imagens que exponham táticas de abordagem e coloquem em xeque operações futuras contra o crime organizado.
  • Custo-Benefício: O alto valor de contratos de armazenamento em nuvem e manutenção, defendendo que o orçamento seja destinado à valorização salarial e inteligência.
  • Eficiência: A alegação de que não há “comprovação uniforme” de que as câmeras resultem em redução da criminalidade.

A proposta de Engler foi anexada ao PL 2.684/2021, que já tramitava na Casa com temática semelhante. Se aprovada, a lei impediria que o Governo de Minas Gerais avançasse em editais para a compra desses equipamentos, que hoje são utilizados de forma experimental ou em unidades específicas em diversos estados brasileiros, como São Paulo e Santa Catarina.

Especialistas em segurança pública, por outro lado, apontam que as câmeras corporais protegem os bons policiais de falsas acusações e garantem a produção de provas robustas para o processo judicial.

O projeto agora deve passar pelas comissões de Constituição e Justiça, Segurança Pública e Fiscalização Financeira e Orçamentária antes de seguir para votação em plenário.

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1 comentário 1 comentário
  • Anderson disse:
    26 de fevereiro de 2026, 20:38 às 20:38

    O Nobre, Deputado não acompanha a evolução, o uso de câmeras corporais nos policiais é uma tendência mundial, mas parece que o nobre deputado, vive num mundo analógico e não está acompanhando a evolução mundial.

    Responder

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